Congresso cria comissão para discutir reajuste das forças de segurança do DF

Senadora Leila do Volei assume presidência do colegiado; aumento salarial varia de 19,6% a 28,4%. Confira no Poder360.

03/03/2026 18:40

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Polícia Militar do Distrito Federal

Comissão Mista da MP 1326 de 2025 é Instalada

Na terça-feira, 3 de março de 2026, o Congresso Nacional deu início aos trabalhos da comissão mista da Medida Provisória (MP) 1326 de 2025. Esta MP aborda o reajuste e a reestruturação salarial das forças de segurança do Distrito Federal. A senadora Leila do Volei foi eleita presidente da comissão, enquanto o deputado Rafael Prudente (MDB-DF) atuará como relator.

A MP, que já está em vigor desde dezembro de 2025, necessita da aprovação do Legislativo para manter sua validade. O texto proposto pelo Executivo prevê aumentos salariais que variam entre 19,6% e 28,4%, dependendo da categoria e classe dos profissionais de segurança.

Nomeação de Novos Profissionais e Reajuste Salarial

A medida também autoriza a contratação de quase 2.000 novos profissionais, incluindo 1.284 policiais militares, 700 policiais civis e 89 bombeiros. Essa ação visa reduzir o histórico déficit nas corporações e fortalecer o policiamento nas áreas centrais de Brasília e nas regiões administrativas.

O reajuste salarial será implementado em etapas. A primeira parcela já foi aplicada em dezembro de 2025, enquanto a segunda etapa começará em 1º de janeiro de 2026. A medida abrange membros da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Detalhes do Reajuste para Militares

Para os militares do Distrito Federal, a MP traz mudanças significativas na tabela da Vantagem Pecuniária Especial (VPE). Por exemplo, um coronel terá uma VPE de R$ 15.452,11, enquanto um soldado de 1ª classe receberá R$ 5.110,76, além do soldo base.

Além disso, a MP atualiza os valores do auxílio-moradia para militares, tanto com quanto sem dependentes. Um coronel com dependentes, por exemplo, verá o valor do auxílio aumentar para R$ 4.475,61 a partir de janeiro de 2026.

Como parte da reorganização administrativa, a MP prevê a extinção de 344 cargos efetivos vagos no Poder Executivo Federal, incluindo 61 de sociólogo e 283 de médico. O governo federal e o GDF justificam que o aumento de até 28,4% é uma tentativa de corrigir a inflação acumulada e evitar a desidratação das forças de segurança em comparação com carreiras federais.

Fonte por: Poder 360

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