Conselho da Paz de Trump funcionará como a polícia global
Novo organismo se propõe a ser força de dissuasão para evitar conflitos armados globalmente. Confira no Poder360.
Conselho da Paz de Trump: Novos Rumos e Desafios
Em novembro de 2025, a criação do Conselho da Paz, proposta por Donald Trump, foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU. Inicialmente, o foco do novo organismo estava voltado para a resolução do conflito entre Israel e Gaza. Contudo, com o lançamento oficial do Conselho em Davos, na Suíça, ficou evidente que seus objetivos vão além de Gaza, buscando atuar em conflitos globais e desafiando a autoridade da ONU.
Objetivos e Estrutura do Conselho da Paz
De acordo com a carta de princípios do Conselho da Paz, a organização visa promover a estabilidade e garantir uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos. O estatuto menciona que a missão do Conselho é atuar na construção da paz em conformidade com o direito internacional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, convidou diversos líderes globais para integrar o Conselho, que conta com um Conselho Executivo formado por figuras como Marco Rubio, Tony Blair e Ajay Banga. Entre os convidados estão presidentes da América Latina e até o papa Leão 14.
Poderes do Presidente do Conselho
Trump, como presidente do Conselho, possui amplos poderes, incluindo a capacidade de veto, aprovação da agenda e a possibilidade de dissolver o Conselho. A substituição do presidente só pode ocorrer por renúncia ou incapacidade, conforme decisão unânime do Conselho Executivo.
Os Estados-membros têm mandatos de três anos, renováveis com autorização do presidente, ou podem garantir um assento permanente ao financiar as atividades do Conselho com US$ 1 bilhão.
Críticas e Implicações do Conselho da Paz
No lançamento do Conselho, Trump criticou a ONU, afirmando que a organização falhou em resolver conflitos mundiais. Ele destacou a “paz no Oriente Médio” como uma conquista inesperada e mencionou a guerra entre Rússia e Ucrânia como um desafio complexo a ser enfrentado.
Especialistas, como Marc Weller, professor de Direito Internacional, consideram o Conselho da Paz um ataque direto à ONU, sugerindo que a iniciativa pode ser vista como uma tentativa de Trump de moldar a ordem mundial à sua imagem.
Embora o Conselho tenha um mandato até 2027, sua real autoridade e a relação com a ONU permanecem incertas, levantando questões sobre sua eficácia e legitimidade no cenário internacional.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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