Conselho do São Paulo aprova impeachment de Julio Casares
Dirigente afastado do MorumBIS por irregularidades; Harry Massis Jr assume temporariamente até decisão da assembleia de sócios.
Impeachment de Julio Casares no São Paulo FC
O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube (SPFC) decidiu, na última sexta-feira (16), abrir um processo de impeachment contra o presidente Julio Casares. A votação, realizada às 18h30, ocorreu de forma híbrida, conforme determinação da 3ª Vara Cível do Butantã. Com 188 votos a favor, o pedido foi aceito e Casares foi afastado do cargo. O vice-presidente Harry Massis Júnior assumirá temporariamente a presidência até que a assembleia de sócios decida sobre a permanência de Casares na diretoria.
Motivos do Impeachment
O pedido de impeachment foi protocolado após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitar, em 18 de dezembro, a abertura de um inquérito policial para investigar a exploração ilegal de um camarote no MorumBIS, estádio do clube. As investigações buscam apurar possíveis crimes de coação e corrupção privada no esporte.
Investigações em Andamento
De acordo com a investigação da Polícia Civil de São Paulo, foram registrados 33 saques no Banco Bradesco e dois no Banco Rendimento, totalizando R$ 11 milhões. Essas operações foram classificadas como atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), levantando suspeitas sobre a legalidade das transações.
Reunião de Torcedores
Antes da votação que resultou no afastamento de Casares, torcedores se reuniram em frente ao MorumBIS, com uma mobilização maior do que no dia anterior, quando o time jogou em casa pela primeira vez em três meses. Cerca de 60 integrantes da Torcida Independente, uma das principais organizadas do São Paulo, se concentraram no portão 17, demonstrando apoio e protesto em relação à situação do clube.
Conclusão
A abertura do processo de impeachment contra Julio Casares marca um momento crítico na gestão do São Paulo FC, com implicações significativas para o futuro do clube. A decisão agora recai sobre a assembleia de sócios, que determinará se o afastamento se tornará permanente.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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