Reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo pode afastar Júlio Casares
O Conselho Deliberativo do São Paulo agendou uma reunião extraordinária para o dia 16 de janeiro, que poderá resultar no afastamento de Júlio Casares da presidência do clube. O edital que oficializa o encontro foi publicado nesta quinta-feira (8) e prevê uma votação presencial e secreta, em um momento crítico da história recente do Tricolor paulista.
A convocação foi feita a pedido do próprio Casares e aprovada pelo presidente do Conselho. Para que o impeachment seja aprovado, é necessário o apoio de 75% dos conselheiros aptos, o que exige um quórum elevado. No total, 191 conselheiros estão habilitados a participar da votação.
Detalhes da votação e convocação
Conforme o edital, a reunião será realizada presencialmente para garantir a confidencialidade do voto, além de segurança e transparência no processo. A votação terá um tempo máximo de duas horas após o início dos trabalhos, e os conselheiros poderão consultar todos os documentos relacionados ao pedido de destituição, tanto em formato digital quanto físico.
Contexto do pedido de afastamento
O pedido de afastamento de Júlio Casares foi apresentado por conselheiros da oposição, em meio a um escândalo envolvendo a venda ilegal de um camarote no Morumbi durante shows. O grupo Movimento Salve o Tricolor Paulista afirma que é “praticamente impossível afastar a hipótese de conhecimento por parte do presidente sobre o esquema”.
Para que o pedido avançasse, eram necessárias 52 assinaturas, número que foi alcançado. A crise se intensificou após a divulgação de um áudio que sugere a comercialização clandestina do camarote, envolvendo Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente e atual diretora de eventos do clube.
Decisão do Conselho Consultivo
Antes da convocação da votação, o Conselho Consultivo, composto por ex-presidentes do São Paulo, se reuniu na última terça-feira (6). Entre os presentes estavam Leco, Carlos Miguel Aidar e Júlio Casares.
Após análise do caso, o grupo concluiu que não existem provas materiais que comprovem a responsabilidade direta do presidente no esquema investigado, posicionando-se contra o impeachment.
Apesar da recomendação do Conselho Consultivo, o Conselho Deliberativo decidiu prosseguir com a votação. O voto será secreto, e a aprovação do impeachment depende de uma ampla maioria. Se o quórum necessário não for atingido, o pedido será arquivado.
Fonte por: CNN Brasil
