Prisão de MC Ryan SP e Chrys Dias em Operação da PF
As contas de Instagram do funkeiro MC Ryan SP e do influenciador Chrys Dias foram desativadas após a prisão dos dois pela Polícia Federal na quarta-feira, 15 de abril de 2026. A ação faz parte da operação Narco Fluxo, que investiga a lavagem de R$ 1,6 bilhão através de plataformas de apostas ilegais.
A operação resultou no cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 1,63 bilhão, incluindo criptomoedas em corretoras como Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e Coinbase.
Impacto nas Redes Sociais
MC Ryan SP contava com aproximadamente 15 milhões de seguidores no Instagram, enquanto Chrys Dias tinha mais de 14 milhões. Usuários que tentaram acessar os perfis encontraram a mensagem informando que as páginas não estavam disponíveis.
A Polícia Federal e a Meta, empresa responsável pelo Instagram, foram contatadas para esclarecer se a remoção das contas foi uma decisão das autoridades ou da plataforma. O texto será atualizado assim que houver uma resposta.
A Organização Criminosa
A investigação revelou que a organização criminosa possuía núcleos específicos para captação, custódia e redistribuição de dinheiro. Utilizavam técnicas de lavagem de dinheiro, como fracionamento de depósitos e criação de empresas de fachada, além de criptoativos e evasão de divisas.
De acordo com a Justiça, o grupo operava como uma instituição financeira clandestina, com mecanismos próprios para controle e registro de transações. Após a pulverização dos valores, eles eram reinseridos na economia formal por meio de operadores financeiros e criptomoedas.
MC Ryan SP como Líder da Operação
MC Ryan SP foi identificado pela Polícia Federal como o líder e principal beneficiário da organização. Ele utilizava empresas do setor de entretenimento para misturar receitas legais com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
A investigação também revelou que o cantor estruturou mecanismos para proteger seu patrimônio, transferindo participações societárias para familiares e terceiros. Os valores eram reinvestidos em imóveis, veículos de luxo e outros ativos.
Tiago de Oliveira, considerado o braço direito de MC Ryan, atuava como procurador e gestor financeiro, centralizando recursos e participando de negociações imobiliárias. Outros envolvidos, como Alexandre Paula de Sousa Santos, atuavam como intermediários entre plataformas de apostas e o grupo, realizando transferências fracionadas.
O MC Poze do Rodo também está vinculado a empresas que circulam recursos de rifas digitais e apostas ilegais. A Polícia Federal afirma que influenciadores eram utilizados para promover apostas e melhorar a imagem do grupo, recebendo valores para divulgar conteúdos favoráveis.
A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, além de joias, veículos e dados em nuvem, como iCloud e Google Drive, bem como dispositivos eletrônicos.
Fonte por: Poder 360
