Coreia do Sul e EUA debatem realocação de mísseis para conflito com o Irã
Cho Hyun, Ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, fala sobre realocação de sistemas de defesa antimísseis Patriot dos EUA para o conflito.
Coreia do Sul e EUA discutem realocação de sistemas Patriot para o Irã
O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, anunciou que os militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul estão em conversações sobre a possível transferência de sistemas de defesa antimísseis Patriot, atualmente baseados na Coreia do Sul, para apoio na guerra contra o Irã.
Durante uma audiência parlamentar, Cho respondeu a questionamentos sobre reportagens que indicavam a movimentação de unidades do sistema Patriot para a Base Aérea de Osan, na Coreia do Sul, a partir de outras localidades do país. No entanto, ele não forneceu detalhes sobre um possível envio iminente dos mísseis para o conflito no Irã.
Movimentação militar e resposta do Irã
Cho também afirmou que a Coreia do Sul não recebeu nenhum pedido formal de assistência militar dos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, expressou disposição para aceitar ajuda de outros países na campanha contra o Irã. As Forças dos EUA na Coreia (USFK) não comentaram sobre a movimentação de equipamentos militares, citando razões de segurança operacional.
Fontes do governo sul-coreano relataram que os sistemas Patriot estão sendo preparados para envio ao Oriente Médio, com grandes aviões de transporte militar dos EUA já chegando à base de Osan para facilitar essa transferência. Nos últimos dias, forças americanas e israelenses têm realizado ataques a alvos estratégicos no Irã, com o objetivo declarado de neutralizar as capacidades nucleares e de mísseis balísticos do país.
Contexto da situação no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques ao Irã, intensificando as tensões em relação ao programa nuclear iraniano. O regime iraniano, por sua vez, começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em um dos ataques, o Irã ameaçou realizar a “ofensiva mais pesada” de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a vingança pelos ataques como um “direito e dever legítimo”. Em resposta, Trump alertou o Irã sobre possíveis consequências severas caso retaliem.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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