Coreia do Sul se torna foco de interesse do Brasil devido à demanda por carne
País asiático importa 60% da carne que consome, mas Brasil não tem acordo sanitário para exportação. Confira no Poder360.
Oportunidades para a Carne Bovina Brasileira na Coreia do Sul
A Coreia do Sul tem sido um mercado estratégico para os frigoríficos e a pecuária brasileira, com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscando desbloquear esse potencial. A dependência do país asiático na importação de carne bovina é um dos principais fatores que motivam essa busca.
Em 2025, a Coreia do Sul gastou US$ 6,9 bilhões na importação de aproximadamente 500 mil toneladas de carne bovina, o que representa o quarto maior déficit comercial do país. Em contrapartida, suas exportações de carne bovina somaram apenas US$ 80 milhões.
Consumo e Dependência da Carne Bovina
O consumo anual de carne bovina na Coreia do Sul é de cerca de 900 mil toneladas, o que significa que 60% desse total é adquirido no exterior. Isso coloca o país como o quarto maior comprador de carne bovina do mundo.
Embora o Brasil seja o maior exportador de carne bovina globalmente, a falta de um acordo sanitário para a exportação de carne in natura impede a plena integração entre os dois mercados. Atualmente, o Brasil já participa do mercado sul-coreano com a venda de carne de frango e suínos.
Desafios para a Abertura do Mercado
O setor de carne bovina brasileiro tem negociado a abertura do mercado sul-coreano há décadas, mas enfrenta barreiras devido às rigorosas exigências sanitárias e fitossanitárias do país asiático. Além disso, a Coreia do Sul possui uma extensa rede de acordos comerciais que favorecem outros fornecedores.
Os principais fornecedores de carne bovina para a Coreia do Sul são os Estados Unidos e a Austrália, com os norte-americanos respondendo por quase um terço das vendas. Em 2025, o volume de vendas dos EUA para a Coreia do Sul alcançou US$ 2 bilhões.
Perspectivas Futuras
A relação comercial entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul tende a se fortalecer nos próximos anos, especialmente após um acordo firmado em 2018 que prevê a redução gradual das tarifas sobre a carne bovina, com isenção total a partir de 2026.
Embora haja expectativas em relação à abertura do mercado sul-coreano para a carne brasileira, as chances de um anúncio iminente são baixas. A formalização desse acesso requer várias reuniões, visitas técnicas e uma análise detalhada dos protocolos sanitários.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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