Correios reduzem R$ 321 milhões ao renegociar 98,2% das dívidas

Acordos viabilizados por empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União

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Fachada de uma agência dos Correios

Fachada de uma agência dos Correios

Correios Avaliam Resultados do Plano de Reestruturação

A cúpula dos Correios está otimista com os primeiros resultados do plano de reestruturação da empresa, que inclui o cumprimento das metas de receita e despesa. As medidas implementadas têm proporcionado alívio ao caixa da estatal, garantindo sua liquidez. Contudo, a expectativa é de um prejuízo significativo em 2026, com a recuperação prevista apenas para 2027.

Economias e Renegociações de Dívidas

Desde janeiro até o dia 13 deste mês, a empresa conseguiu economizar R$ 321 milhões ao renegociar 98,2% de suas dívidas com fornecedores e prestadores de serviços. Esse processo permitiu que os credores abrissem mão de multas e juros em troca do recebimento dos valores. Parte dos pagamentos ainda será feita de forma parcelada, sem correções.

A renegociação foi viabilizada pelos R$ 12 bilhões obtidos em um empréstimo com um consórcio de bancos, garantido pela União, firmado no final de 2025. A estatal busca se reestruturar após enfrentar a maior crise de sua história, que resultou em um prejuízo de R$ 6,057 bilhões entre janeiro e setembro do ano passado.

Medidas para Reforçar a Liquidez

Para melhorar a liquidez, os Correios também parcelaram R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e impostos. Embora esses valores ainda precisem ser pagos, o parcelamento ajuda a aliviar a pressão sobre o caixa da empresa. Além disso, a estatal planeja aumentar sua liquidez por meio da venda de imóveis, com leilões programados para este mês, estimando arrecadar cerca de R$ 600 milhões.

O plano de reestruturação prevê a venda total de R$ 1,5 bilhão em imóveis da empresa. A expectativa é que entre 20% e 40% da oferta seja vendida, totalizando até R$ 120 milhões.

Demissões e Fechamento de Pontos Físicos

A estatal também implementou um plano de demissão voluntária (PDV) com o objetivo de desligar até 10 mil funcionários. Até o momento, 500 já deixaram a empresa, e outros mil devem ser desligados até a próxima segunda-feira (16). A meta total é que o desligamento ocorra ainda este ano, com o fechamento de pontos físicos contribuindo para essa redução.

Os Correios já fecharam 127 pontos, com uma meta de mil. A direção da empresa está atenta às dimensões políticas que precisam ser equilibradas, incluindo as demandas do governo, dos trabalhadores e da sociedade.

Resultados e Expectativas Futuras

Uma revisão no plano de saúde dos empregados resultou em uma economia de cerca de R$ 70 milhões em janeiro, com a expectativa de que a economia total em 2026 varie entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões. Dados internos indicam que a taxa de entregas no prazo aumentou de 65% para 91% em 2026, com a meta ideal sendo de 97%.

Para melhorar a qualidade do serviço, os Correios realizaram um processo seletivo para superintendentes e estabeleceram metas de economia que totalizam R$ 1 bilhão por ano. Embora a falta de caixa dificulte a implementação de incentivos financeiros, as metas ajudam os funcionários a avançarem mais rapidamente em suas carreiras.

Fonte por: Jovem Pan

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