Relatório Final da CPI do INSS é Entregue ao STF
O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG), apresentou o relatório final da comissão aos ministros Luiz Fux e André Mendonça do STF nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026. O documento, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado anteriormente pelo colegiado em março, com um resultado de 19 votos a 12, em favor da base governista.
Após a entrega, Viana ressaltou que o encerramento da comissão no Congresso não impede a continuidade das investigações criminais. Ele afirmou que, embora a parte política tenha terminado, o Judiciário seguirá com determinação para punir os responsáveis.
O relatório, que contém mais de 4.000 páginas, expõe quebras de sigilo e indícios de fraudes que causaram um prejuízo bilionário à Previdência Social. Viana destacou que as evidências apresentadas ao STF serão cruciais para as investigações da Polícia Federal.
Perspectivas de Investigações Futuras
Devido à complexidade do caso e ao volume de informações, Viana indicou que o processo judicial pode se estender por um longo período. Ele mencionou que novas prisões e convocações para depoimentos são esperadas, e as investigações podem se prolongar até 2027, dada a gravidade do rombo e o número de envolvidos.
O relatório recomenda o indiciamento de 216 pessoas por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Entre os citados está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionado por sua ligação com Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Indiciamentos e Críticas ao Governo
Além de Lulinha, o relatório solicita o indiciamento de dois ex-ministros da Previdência Social: Carlos Lupi, do governo Lula, e José Carlos Oliveira, do governo Bolsonaro. Parlamentares da oposição criticaram o governo federal, acusando-o de tentar obstruir as investigações durante a CPI.
Carlos Viana também pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defenda as prerrogativas dos membros da comissão. O senador expressou preocupação com o que chamou de “desequilíbrio e desrespeito” entre os Poderes, mencionando relatos de ameaças de inelegibilidade contra os congressistas que conduziram as investigações sobre o esquema na Previdência.
Fonte por: Poder 360
