CPI do INSS investiga Toffoli, esposa de Moraes e filho de Lewandowski

Relator da CPMI menciona suspeita de tráfico de influência em contratos, sem solicitar indiciamento de ministros ou familiares.

27/03/2026 17:40

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Moraes e Toffoli

Investigação sobre Banco Master e Relações com Ministros do STF

O deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, recomendou a investigação das conexões de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, com o ministro do STF Dias Toffoli e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O pedido inclui também o filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski, Enrique de Abreu Lewandowski. O parecer final foi apresentado na sexta-feira, 27 de março de 2026.

Indícios de Crimes e Práticas Ilícitas

Gaspar destacou que a investigação deve apurar se há indícios de crimes relacionados a práticas ilícitas em operações de crédito consignado no INSS. Toffoli, que foi relator de um inquérito sobre fraudes financeiras envolvendo o banco, afirmou que nunca recebeu valores de Vorcaro ou de seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel.

Exame do Contrato de Viviane Barci

O relatório da CPMI solicita a análise do contrato de R$ 129 milhões entre Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, para verificar possíveis casos de tráfico de influência, considerando a posição de Moraes no STF. O escritório de Viviane divulgou uma nota esclarecendo que não atuou em causas do banco perante o STF.

Investigação sobre Enrique de Abreu Lewandowski

O pedido de investigação também se aplica a Enrique de Abreu Lewandowski, que atuou em favor da Capital Consig Sociedade de Crédito Direto S.A., investigada por fraudes em empréstimos consignados. O ex-ministro Ricardo Lewandowski admitiu ter prestado consultoria ao Banco Master após sua aposentadoria do Supremo.

Ministros Não Indiciados

Os ministros e seus familiares não estão entre os 216 pedidos de indiciamento apresentados, que incluem Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gaspar recomendou que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investiguem os casos, com a recomendação sobre Toffoli e Viviane Barci também enviada ao Senado para avaliar possíveis crimes de responsabilidade.

Conteúdo do Relatório da CPMI

O relatório da CPMI, com mais de 4.300 páginas, detalha fraudes em descontos associativos e empréstimos consignados. A leitura do documento começou após uma decisão do STF que impediu a prorrogação do prazo da comissão, que busca aprovar o texto até sábado, 28 de março de 2026.

Fonte por: Poder 360

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