Senador Carlos Viana Planeja Votação do Relatório da CPMI do INSS
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou que pretende ler e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira, 27 de março de 2026. A decisão foi comunicada após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por 8 votos a 2, a prorrogação da investigação.
Viana expressou sua expectativa de que a leitura e votação do relatório ocorram conforme planejado. O relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), informou que o documento possui cerca de 5.000 páginas e recomenda o indiciamento de 228 pessoas.
Desdobramentos da Investigação
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) também se manifestou, afirmando que apresentará um relatório alternativo. A decisão do STF representa um revés para o presidente da CPMI, que havia solicitado a prorrogação dos trabalhos por até 120 dias. O ministro André Mendonça, relator do caso, havia inicialmente concordado com o pedido.
Os votos contrários à extensão dos trabalhos foram proferidos por ministros como Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. Apenas André Mendonça e Luiz Fux apoiaram a continuidade da CPMI, com Mendonça argumentando que os requisitos legais foram atendidos.
Objetivos da CPMI
A CPMI foi instaurada em agosto de 2025 com o objetivo de investigar descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, além de apurar possíveis ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.
Recentemente, a comissão enfrentou acusações de vazamento de conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, cujos dados foram obtidos a partir de celulares apreendidos pela Polícia Federal e repassados à CPMI com autorização do STF.
Conclusão
Com a votação do relatório final se aproximando, a CPMI do INSS se encontra em um momento decisivo. As repercussões da decisão do STF e as propostas de relatórios alternativos prometem impactar o futuro da investigação e as consequências para os envolvidos.
Fonte por: Poder 360
