CPMI do INSS agenda novos depoimentos para esta segunda-feira (9)

Deputado estadual e filho de empresário devem prestar esclarecimentos em nova fase de oitivas da comissão

09/02/2026 5:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Depoimentos na CPMI do INSS

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS agendou para esta segunda-feira (9), às 16 horas, os depoimentos do deputado estadual Edson Araújo (PSB) e de Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti. Edson Araújo é alvo de investigações da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, enquanto Paulo Camisotti é considerado um dos responsáveis pelos descontos irregulares em aposentadorias do INSS.

Convocação e Consequências

Na última quinta-feira (5), o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou que ambos os convocados foram notificados. Ele alertou que, caso não compareçam, poderão ser obrigados a depor por meio de condução coercitiva. Maurício Camisotti, que está preso sob suspeita de fraude, não compareceu à CPMI devido a uma decisão do ministro André Mendonça, do STF, que permitiu sua ausência.

Viana comentou sobre a situação de Maurício Camisotti, que estava em Brasília aguardando para depor, mas foi devolvido ao presídio sem prestar esclarecimentos. Em nota, o presidente da comissão também se manifestou sobre o direito ao silêncio de Paulo Camisotti, enfatizando que essa garantia não deve ser usada para obstruir investigações que afetam aposentados e suas famílias.

Defesa do Presidente do INSS

Na semana passada, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, prestou depoimento à CPMI, onde negou qualquer boicote ao seu trabalho e defendeu as ações do governo para combater fraudes. Ele afirmou que não se sente sabotado e mencionou um pedido de exoneração de uma servidora que foi negado pelo ministro Wolney Queiroz, justificando a necessidade de mudanças na área de Tecnologia da Informação.

Waller também destacou que sua nomeação não está relacionada ao atual ministro e ressaltou sua experiência na administração pública. Durante o depoimento, que durou mais de sete horas, houve momentos de tensão, mas o presidente da CPMI, Carlos Viana, garantiu que Waller tivesse a oportunidade de se explicar. O presidente do INSS defendeu um acordo proposto pelo governo para ressarcir aposentados e pensionistas, com a intenção de recuperar os valores devidos ao erário.

Fonte por: CNN Brasil

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