CPMI do INSS não analisa dados de Lulinha devido a decisão do STF
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que o colegiado não conseguiu analisar as informações de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula, devido à suspensão da quebra de sigilo determinada pelo ministro do STF, Flávio Dino. Essa decisão impediu que os dados fossem avaliados a tempo pelos membros da comissão.
Decisão do STF e suas implicações
Viana destacou que a suspensão das quebras de sigilo, determinada em 5 de março, anulou a validade da votação realizada em 26 de fevereiro, quando diversas solicitações foram aprovadas em bloco, sem análise individual. Entre os afetados estava Lulinha, o que gerou dúvidas sobre sua possível ligação com fraudes nos benefícios dos aposentados.
O senador afirmou que, até o momento, não é possível afirmar se Lulinha tem alguma culpa efetiva nas irregularidades do INSS. Ele também mencionou que não há evidências concretas de que o filho do presidente recebia mesadas de R$ 300 mil do Careca do INSS, uma das figuras centrais dos desvios.
Críticas à decisão de Flávio Dino
Carlos Viana criticou a decisão de Flávio Dino, classificando-a como um “completo desrespeito” às atividades do Parlamento. O senador argumentou que a posição do ministro foi incoerente, uma vez que o próprio STF e outras instituições do Judiciário também realizam votações em bloco.
Apesar de seu tom crítico, Viana ressaltou que os congressistas devem respeitar as decisões do Supremo. Ele defendeu que o Congresso deve tomar a iniciativa de modificar a Constituição para ampliar os poderes das investigações das comissões parlamentares e “reequilibrar” a relação com o Judiciário.
Fonte por: Poder 360
