Crime organizado é um “desafio para a segurança do Estado Democrático de Direito”

Professor de Relações Internacionais da UFF ressalta no WW que organizações criminosas na América Latina impactam a democracia.

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(Imagem de reprodução da internet).

Ameaça do Crime Organizado na América Latina

O crime organizado em países como Brasil, México e Colômbia representa uma séria ameaça ao Estado Democrático de Direito, além de ser um desafio para a segurança pública. Essa análise foi feita pelo professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense, Thiago Rodrigues, em uma recente entrevista.

Rodrigues destacou que organizações criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), estão ampliando sua influência e se tornando um desafio crescente para as instituições democráticas. Ele enfatizou que a questão vai além da segurança pública, afetando a própria segurança do Estado Democrático.

Impactos na Democracia

Segundo o professor, a atuação desses grupos impacta a qualidade da democracia de duas maneiras principais. Primeiro, pela ocupação territorial, que resulta na violação sistemática dos direitos das populações sob controle dessas organizações. Em segundo lugar, pela penetração institucional, que ocorre por meio de pressão e corrupção, enfraquecendo as instituições estatais.

Diferenciações entre os Países

Embora Brasil, México e Colômbia enfrentem problemas relacionados ao crime organizado, Rodrigues apontou diferenças significativas entre eles. No México, por exemplo, a penetração do crime organizado no Estado e o controle territorial são muito mais intensos do que no Brasil.

O especialista também comentou sobre como os governos desses três países, todos de centro-esquerda, estão buscando maior autonomia nas relações com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico. Ele observou que esses governos estão tentando implementar suas próprias estratégias, demonstrando preocupação com o tema e aceitando ajuda, mas mantendo a iniciativa em suas mãos.

Busca por Soluções Próprias

Rodrigues citou o exemplo da presidente do México, Cláudia Sheinbaum, que aceitou apoio de inteligência dos Estados Unidos para combater o cartel Jalisco Nova Generación, mas mantendo a liderança mexicana na ação. Essa abordagem de buscar soluções próprias, sem entrar em conflito direto com os EUA, pode ser um ponto de convergência entre Brasil, México e Colômbia.

Fonte por: CNN Brasil

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