Cuba anunciará a libertação de mais de 2.000 prisioneiros, afirma governo

Medida é adotada em meio à crescente pressão dos Estados Unidos e à grave crise econômica na ilha.

03/04/2026 3:20

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Bandeira de Cuba

Cuba Anuncia Libertação de 2.010 Prisioneiros

O governo cubano anunciou nesta quinta-feira (2) a libertação de 2.010 prisioneiros, a maior soltura do tipo em anos. A decisão ocorre em meio a crescente pressão da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O indulto foi concedido com base na boa conduta dos detentos, condições de saúde e na natureza dos crimes cometidos, conforme comunicado do Granma, o jornal oficial do Partido Comunista. A lista de libertados inclui jovens, mulheres, pessoas com mais de 60 anos e estrangeiros, mas exclui aqueles condenados por crimes graves como assassinato e agressão sexual.

Contexto da Libertação

Esta é a quinta vez que o governo cubano concede indulto desde 2011. Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, destacam que Cuba frequentemente detém e persegue dissidentes, incluindo ativistas e jornalistas.

Historicamente, Cuba já realizou grandes libertações de prisioneiros em acordos com outros países. Em 2025, por exemplo, 553 detentos foram libertados após negociações com os Estados Unidos e o Vaticano, que resultaram em promessas de alívio nas sanções contra a ilha.

Pressão Internacional e Crise Energética

O comunicado do Granma não fez menção aos Estados Unidos, atribuindo a decisão às celebrações da Semana Santa. Contudo, a pressão do governo Trump tem agravado a já debilitada economia cubana. Recentemente, ações militares na Venezuela e ameaças de tarifas ao México interromperam o fluxo de petróleo para Cuba, forçando o país a enfrentar uma crise energética severa.

A situação energética em Cuba se deteriorou, com apagões prolongados e usinas sem combustível suficiente para operar. Em março, o país enfrentou dois apagões nacionais em uma única semana, afetando a vida cotidiana de seus mais de 10 milhões de habitantes.

Desafios Futuros e Relações com os EUA

A vida em Cuba está severamente impactada, com aulas suspensas e trabalhadores afastados para economizar energia. A falta de combustível também resultou no cancelamento de voos. Recentemente, um petroleiro russo conseguiu entrar em águas cubanas, mas a Casa Branca afirmou que isso não representa uma mudança na política em relação à ilha.

Desde a revolução de 1959, que levou Fidel Castro ao poder, Cuba vive sob um embargo econômico rigoroso dos Estados Unidos, que limita a maioria das atividades comerciais e investimentos na ilha. A libertação de prisioneiros pode ser vista como uma tentativa de melhorar a imagem do governo cubano em meio a um cenário internacional desafiador.

Fonte por: CNN Brasil

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