Daniel Vorcaro e seus familiares sofrem busca e apreensão pela PF

Polícia Federal cumpre mandados do STF em operação que investiga fraudes financeiras no Banco Master nesta quarta-feira (14)

14/01/2026 8:30

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Polícia Federal deflagra segunda fase da Operação Compliance Zer...

Polícia Federal Realiza Segunda Fase da Operação Compliance Zero

Na manhã desta quarta-feira (14), a Polícia Federal deu início à segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master. A operação tem como alvo endereços associados a Daniel Vorcaro, proprietário do banco, e a familiares do empresário, localizados em São Paulo.

A investigação apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, com ordens judiciais emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. A Polícia Federal afirma que essas ações visam interromper as atividades do grupo investigado, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações sobre o esquema financeiro suspeito.

Primeira Fase da Operação Compliance Zero

Na primeira fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos (SP), enquanto ele tentava deixar o país. Essa fase da operação foi iniciada para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional.

As investigações começaram em 2024, após o Ministério Público Federal solicitar a apuração de possíveis fraudes na fabricação de carteiras de crédito falsas por uma instituição financeira.

Contexto do Caso do Banco Master

Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após identificar uma grave crise de liquidez e indícios de irregularidades financeiras. Essa decisão foi considerada extrema e transformou o caso em um dos mais complexos e debatidos do sistema financeiro brasileiro.

O episódio gerou investigações da Polícia Federal e conflitos institucionais entre órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, mais de 1,6 milhão de clientes aguardam o ressarcimento de seus investimentos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Fonte por: Jovem Pan

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