De acusado a testemunha: jovem é isentado de culpa na morte do cão Orelha
Polícia de Santa Catarina confirma que jovem não participou das agressões, validando versão da família.
Atualizações sobre o caso do cachorro Orelha em Santa Catarina
A Polícia Civil de Santa Catarina trouxe novas informações sobre o caso de maus-tratos ao cachorro Orelha. Um dos adolescentes que havia sido amplamente divulgado como suspeito foi retirado da investigação e agora é considerado testemunha.
De acordo com os investigadores, a análise das imagens confirmou que o jovem não esteve envolvido nas agressões, corroborando a versão apresentada pela sua família.
Importância da cautela nas investigações
Em entrevista, o advogado especialista em Direito Processual Penal, Ricardo Martins, destacou a importância de ter cautela em investigações preliminares para evitar injustiças e o fenômeno do “linchamento virtual”. Ele enfatizou que, por se tratar de menores de idade, a legislação segue os parâmetros do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Martins explicou que os adolescentes não cometem crimes no sentido estrito, mas sim atos infracionais análogos a crimes. Eles têm proteção jurídica especial e suas identidades devem ser preservadas. Caso a participação seja comprovada, as punições não envolvem prisão, mas sim medidas socioeducativas.
Retorno dos adolescentes investigados
Na quinta-feira (29), dois adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha retornaram ao Brasil. A volta dos jovens foi monitorada em conjunto com a Polícia Federal, que detectou a antecipação do voo dos investigados.
Orelha, um cachorro comunitário de Praia Brava, em Florianópolis, foi morto no início de janeiro por um grupo de adolescentes após ser agredido. O caso gerou comoção popular na última semana.
Operação da Polícia Civil
Na segunda-feira (26), a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos e de seus responsáveis legais.
Os agentes também realizaram buscas em endereços relacionados a adultos investigados por suposta coação no andamento do processo. Após a operação, a Polícia Civil identificou quatro adolescentes suspeitos de cometer as agressões e três familiares que teriam coagido testemunhas.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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