Defesa de Filipe Martins contesta prisão e solicita análise de provas no STF
Advogados solicitam revogação da prisão preventiva, alegando que documentos técnicos ao Supremo ainda não foram analisados.
Defesa de Filipe Martins cobra análise de provas no STF
Dez dias após protocolar um pedido de reconsideração, a defesa de Filipe Martins afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não analisou as provas técnicas apresentadas para contestar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão preventiva do ex-assessor de Jair Bolsonaro.
Os advogados alegam que os documentos apresentados demonstram que não houve acesso à conta do LinkedIn atribuída a Martins, como a acusação sustenta. Filipe Martins foi preso preventivamente no dia 2 de janeiro e, dois dias depois, os advogados acessaram a conta mencionada nos autos para verificar o histórico de logins, protocolando um relatório técnico da Microsoft no dia 6.
Documentos e alegações da defesa
Segundo a defesa, o relatório reúne registros e datas de acesso que comprovariam a inexistência de movimentação no perfil de Martins. No entanto, a petição com esse material ainda não foi analisada pelo relator do caso.
A defesa argumenta que a falta de manifestação do ministro configura uma omissão relevante. O advogado Jeffrey Chiquini declarou que Martins está preso “sem fundamento técnico” e que a manutenção da custódia viola garantias como a ampla defesa e o contraditório.
Críticas à tramitação do caso
Os advogados também criticam a tramitação do caso durante o recesso do Judiciário, no período de ano novo. Eles afirmam que a decisão que resultou na prisão foi tomada em um prazo considerado curto e sem a realização da perícia técnica solicitada formalmente pela defesa.
A defesa solicita a soltura imediata de Martins e aguarda uma resposta do Supremo. Vale lembrar que Martins foi condenado pelo STF, em 16 de dezembro, a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A decisão ainda não transitou em julgado, permitindo a possibilidade de recurso.
Fonte por: Estadao
Autor(a):
Redação
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