Defesa se posiciona como “vendedora” para apoiar a indústria, afirma Múcio

Ministro destaca que exportações atualmente compensam a falta de previsibilidade orçamentária e defende fortalecimento do setor.

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O ministro da Defesa, José Múcio, durante palestra aos trainees na sede do jornal digital Poder360, em Brasília

O ministro da Defesa, José Múcio, durante palestra aos trainees na sede do jornal digital Poder360, em Brasília

Ministro da Defesa destaca impulso nas exportações de equipamentos militares

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, anunciou na segunda-feira (23.mar.2026) que o governo brasileiro está focado em aumentar as exportações de equipamentos militares. Essa estratégia visa fortalecer a indústria nacional, especialmente diante das restrições orçamentárias enfrentadas pelas Forças Armadas.

Durante o lançamento do Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa (BID) em Brasília, Múcio afirmou: “Enquanto a gente não pode comprar muito do que nós fabricamos, o Ministério da Defesa é um grande vendedor”.

Estratégia de promoção internacional

Segundo o ministro, a estratégia inclui a realização de missões internacionais para promover produtos brasileiros. Ele mencionou negociações recentes envolvendo aeronaves da Embraer e destacou que novas vendas estão sendo projetadas para países vizinhos.

A declaração ocorre em um contexto de discussão sobre a capacidade do Brasil em aumentar sua autonomia na área de defesa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um evento no início de março, defendeu a necessidade de desenvolver uma capacidade própria de produção militar, em colaboração com a África do Sul.

Desafios orçamentários e incentivos

Múcio reconheceu que a falta de previsibilidade orçamentária é um desafio significativo para o setor, pois limita as encomendas internas e dificulta o planejamento das empresas. Atualmente, em muitos casos, a importação de munições e equipamentos é mais econômica do que a produção nacional.

Apesar desse cenário, o ministro ressaltou que o governo está trabalhando para equilibrar a situação por meio de incentivos e abertura de mercados externos. Ele afirmou: “Um dia, nós vamos comprar todos os nossos produtos de defesa, mas quando nós pudermos pagar, do contrário, nós estaríamos enfraquecendo a nossa indústria de defesa”.

Catálogo da BID e impacto econômico

O catálogo da BID, lançado recentemente, apresenta 364 produtos de 154 empresas brasileiras, incluindo marcas renomadas como Embraer, Taurus e Condor. Este material servirá como uma vitrine da indústria nacional em feiras internacionais e negociações entre governos.

Para Múcio, o fortalecimento do setor de defesa não se limita à dimensão militar, mas também gera impactos econômicos significativos. Ele afirmou que a indústria de defesa é crucial para enfrentar desafios como o desemprego e promover a dissuasão.

Crescimento da indústria de defesa

Dados do governo indicam que a indústria de defesa brasileira tem apresentado crescimento e ampliado sua presença no mercado internacional. O setor é considerado estratégico dentro da política industrial do governo, que visa estimular a inovação, a geração de empregos e o aumento das exportações.

O ministro enfatizou que o Brasil busca parcerias internacionais e não confrontos, afirmando: “Nós queremos parcerias, não enfrentamentos”. Ele concluiu que, apesar dos desafios, o estímulo para o setor é muito maior do que as dificuldades enfrentadas.

Fonte por: Poder 360

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