Delcy Rodríguez inicia governo interino na Venezuela sob pressão dos EUA
Presidente interina enfrenta o desafio de conter dissidências no chavismo e atender às exigências de Donald Trump, que controla o país.
Delcy Rodríguez assume governo interino na Venezuela
Delcy Rodríguez iniciou oficialmente seu governo interino na Venezuela nesta terça-feira (6), enfrentando a pressão para atender às demandas energéticas dos Estados Unidos e reorganizar o chavismo sem a presença de Nicolás Maduro. A nova líder foi empossada pelo Parlamento na segunda-feira, enquanto Maduro se declarava “inocente” em um tribunal em Nova York, onde enfrenta acusações de narcotráfico.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos durante uma operação dos Estados Unidos em Caracas, que resultou em várias mortes e gerou preocupações nas Nações Unidas, que consideraram a ação uma violação do direito internacional.
Desafios do novo governo
Ao assumir, Delcy Rodríguez expressou sua dor pela prisão de Maduro, a quem considera um “herói”. O chavismo organizou manifestações para exigir a libertação do ex-presidente, que se declarou um “prisioneiro de guerra” durante sua audiência judicial. A Organização dos Estados Americanos (OEA) realizará um Conselho Permanente extraordinário em Washington, onde as divisões políticas na América Latina serão discutidas.
Rodríguez, que já foi vice-presidente de Maduro, enfrenta o desafio de manter a coesão dentro do chavismo e atender às exigências do governo americano. Trump já a alertou sobre as consequências de não agir corretamente, insinuando que o preço a pagar poderia ser maior do que o de Maduro.
Instabilidade e expectativas políticas
Após sua posse, Rodríguez visitou o túmulo de Hugo Chávez, fundador da Revolução Bolivariana, e agora deve lidar com a dissidência interna e as pressões externas. Analistas políticos consideram seu governo instável, mas acreditam que o chavismo está ciente da necessidade de aparentar unidade para se manter no poder.
Rodríguez já enviou uma carta a Trump buscando uma relação equilibrada e respeitosa. A Bolsa de Nova York teve alta, impulsionada por ações do setor energético, o que pode indicar um interesse renovado em relações comerciais com a Venezuela.
Perspectivas futuras
Enquanto isso, a oposição não reconhece a reeleição de Maduro em 2024 e exige que novos líderes assumam o poder. A líder opositora, María Corina Machado, afirmou que, em eleições livres, venceria com mais de 90% dos votos. A presidência interina de Rodríguez terá duração máxima de 180 dias, após os quais eleições deverão ser convocadas.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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