Delegado acusado de “golpe” afirma que PGR manipulou provas contra ele

Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário-adjunto da Segurança Pública do DF, tem advogados solicitando sua absolvição.

07/10/2025 23:00

3 min

Delegado acusado de “golpe” afirma que PGR manipulou provas contra ele
(Imagem de reprodução da internet).

Defesa de Delegado da PF Alega Provas Ilegítimas em Ação Penal

Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal e ex-secretário-adjunto da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, apresentou suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (7.out.2025). Ele argumenta que as provas utilizadas contra ele são “ilegítimas” e “tecnicamente inválidas”, solicitando sua absolvição.

A defesa de Oliveira está inserida em um processo que investiga a tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A Procuradoria Geral da República (PGR) o identifica como parte do núcleo 2, que teria a responsabilidade pela “gerência” do plano golpista.

Argumentos da Defesa

A defesa sustenta que o relatório da PF, que serviu de base para a acusação, contém mensagens “embaralhadas e reescritas”, manipuladas para se adequar à narrativa acusatória. Segundo o documento, “a prova digital foi editada, reorganizada manualmente e perdeu a integridade original”, o que violaria a cadeia de custódia prevista no Código de Processo Penal.

Os advogados afirmam que a autoridade policial criou uma narrativa unilateral, questionando a validade das provas apresentadas. Eles argumentam que o réu não teve acesso completo às provas digitais e que as conversas citadas seriam “fragmentos reescritos”, o que impossibilita uma defesa adequada.

A defesa conclui pedindo ao STF que reconheça a nulidade das provas e absolva Oliveira, alegando a falta de elementos concretos. Além disso, o delegado nega qualquer envolvimento nos eventos de 8 de janeiro de 2023, afirmando que atuou para conter os atos.

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Núcleo 2 do Golpe

Os acusados do núcleo 2 enfrentam acusações de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, entre outros crimes. A PGR descreve esse grupo como responsável pela “gerência” do plano golpista, coordenando ações de monitoramento e neutralização de autoridades públicas.

Os integrantes do núcleo 2 incluem:

  • Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro, acusado de editar a “minuta golpista”;
  • Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva, responsável por coordenar ações de monitoramento;
  • Mario Fernandes, general da reserva, que teria elaborado o plano “Punhal Verde e Amarelo”;
  • Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, acusado de organizar blitz para impedir eleitores de Lula;
  • Marília Ferreira de Alencar, delegada da PF, que teria coordenado ações para sustentar a permanência de Bolsonaro no poder;
  • Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF, acusado de “omissão” durante os eventos de 8 de janeiro.

Alegações Finais e Próximos Passos

As alegações finais representam a última etapa antes do julgamento, onde acusação e defesa apresentam seus argumentos com base nas provas coletadas. O prazo para entrega das alegações foi de 15 dias, conforme estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Com a finalização das alegações do núcleo 2, Moraes poderá solicitar ao ministro Flávio Dino, presidente da 1ª Turma do STF, a definição da data do julgamento. O núcleo 3 está previsto para ser julgado em novembro, enquanto o núcleo 4 deve ser analisado a partir de 14 de outubro. O núcleo crucial, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, já foi julgado, resultando em condenações para todos os réus.

Fonte por: Poder 360

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