Denúncia contra Silvio inspira mulheres a se manifestarem, afirma Anielle

PGR acusa ex-ministro dos Direitos Humanos de importunação sexual contra parlamentar; CNN Brasil busca contato com defesa de Silvo.

22/03/2026 10:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Ministra Anielle Franco comenta denúncia da PGR contra Silvio Almeida

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, declarou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, representa um “estímulo” para que mulheres não sofram em silêncio. Ela enfatizou a importância de denunciar agressores e reconhecer a verdade sobre episódios de violência.

Anielle expressou sua confiança na Justiça e nos esforços do governo, do judiciário e da sociedade para criar um ambiente livre de violência, onde meninas e mulheres possam viver com dignidade e segurança, sem medo de serem quem são.

Denúncia da PGR e suas implicações

A PGR denunciou Silvio Almeida por importunação sexual contra Anielle Franco, com o procurador-geral, Paulo Gonet, afirmando que as provas da investigação corroboram o relato da ministra. Almeida já havia sido indiciado pela Polícia Federal por importunação contra Anielle e outra professora, mas a denúncia da PGR se concentra apenas no caso envolvendo Anielle.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestou depoimento que reforçou a versão de Anielle, mencionando uma reunião em que Almeida teria cometido a importunação. Em resposta às acusações, Almeida negou ter cometido qualquer ato de importunação, destacando sua longa carreira acadêmica sem registros de acusações anteriores.

Contexto da demissão de Silvio Almeida

Silvio Almeida foi demitido do cargo de ministro em 6 de setembro de 2024, após a ONG Me Too Brasil confirmar denúncias de assédio sexual contra ele. Anielle Franco confirmou ser uma das vítimas, relatando que as importunações começaram durante a transição de governo em 2022. O crime de importunação sexual, segundo a legislação brasileira, abrange desde assédios verbais até toques não consentidos.

O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) e, até o momento, a defesa de Silvio Almeida não se posicionou sobre as declarações de Anielle Franco.

Fonte por: CNN Brasil

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