Deputada Gorete Pereira se pronuncia após operação da PF a seu respeito
Parlamentar é acusada de liderar organização criminosa que desviou milhões de reais de aposentadorias e pensões do INSS.
Deputada Gorete Pereira é alvo de operação da Polícia Federal
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) se manifestou nesta terça-feira (17) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A parlamentar foi determinada a usar tornozeleira eletrônica e a se recolher em casa à noite, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
Em sua nota, Gorete Pereira afirma que não cometeu qualquer ato ilícito e que sua trajetória sempre foi pautada pela integridade. Ela também informou que sua defesa está analisando a decisão do ministro Mendonça.
Acusações de envolvimento em organização criminosa
A deputada é apontada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) como uma “integrante relevante” e articuladora de uma organização criminosa que desviou centenas de milhões de reais do INSS. Segundo as investigações, Gorete Pereira teria facilitado fraudes para realizar descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas.
As investigações revelam que a parlamentar controlava entidades associativas de fachada e possuía procurações com amplos poderes legais para negociar diretamente com o INSS, o que possibilitou o aumento dos descontos ilícitos. Ela utilizava sua influência política para pressionar servidores públicos e acelerar processos, mantendo contato com altos funcionários do órgão.
Documentos indicam que Gorete frequentemente contatava servidores do INSS, incluindo o ex-presidente Alessandro Stefanutto, para viabilizar o credenciamento de entidades associativas em troca de propinas. Além disso, a deputada teria obtido ganhos milionários com as fraudes, com seu nome aparecendo em uma planilha de pagamento de propinas apreendida pela PF.
Conclusão sobre as investigações
As investigações também mostraram que a empresa da sobrinha de Gorete foi utilizada para adquirir um apartamento de luxo avaliado em mais de R$ 4,4 milhões, com parte do pagamento saindo da conta pessoal da deputada. Mensagens interceptadas pela PF indicam que a parlamentar aceitou receber repasses ilícitos por meio de um escritório de advocacia para dar maior credibilidade ao dinheiro. Despesas de viagens da deputada eram custeadas pelos envolvidos no esquema.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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