Deputado alcança quórum com 229 assinaturas para instaurar CPI do Master

Pedido para criação da CPI será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre; confira os congressistas que assinaram.

06/01/2026 0:40

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banco master

Deputado Carlos Jordy Anuncia Abertura de CPMI para Investigar Banco Master

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), que atua como vice-líder da Oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara, revelou em suas redes sociais que conseguiu o quórum necessário para a abertura da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) destinada a investigar possíveis crimes financeiros do Banco Master. Até o momento, Jordy conta com 229 assinaturas, sendo 196 de deputados e 33 de senadores.

O pedido para a criação da CPMI será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que será responsável por escolher o relator da comissão. Para que uma CPMI seja instaurada, é necessário atender a requisitos formais estabelecidos pela Constituição, incluindo a adesão de 171 deputados e 27 senadores.

Contexto do Caso Banco Master

O caso do Banco Master ganhou notoriedade após a Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que desmantelou um esquema de fraudes avaliado em R$ 12 bilhões. A operação resultou na liquidação do Banco Master e na prisão de seu proprietário, Daniel Vorcaro. O banco é acusado de ser o centro de um esquema complexo de emissão de títulos de crédito sem lastro, envolvendo empresas de fachada e conluio entre executivos e agentes públicos.

O requerimento de Jordy também menciona a possível conexão entre o Banco Master e a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O documento destaca a necessidade de investigar a instituição, que pode ter funcionado como um canal para a lavagem de dinheiro, conferindo legitimidade a ativos ilícitos de uma grande organização criminosa.

Alvos da Investigação: Moraes e Viviane Barci

Os principais alvos da investigação incluem o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e sua esposa, Viviane Barci. De acordo com informações divulgadas, Viviane foi contratada como advogada do Banco Master, com honorários que totalizariam R$ 3.646.529,77 mensais por um período de 36 meses, somando R$ 131.275.071,72 ao final do contrato.

O contrato entre Viviane Barci e o Banco Master nunca foi totalmente divulgado, e não se sabe quanto do acordo foi cumprido, quais serviços foram prestados ou quantos pagamentos foram realizados. Tanto Viviane quanto o Banco Master não contestaram as informações parciais que já foram publicadas.

Em uma nota divulgada em 23 de dezembro de 2025, Moraes negou ter discutido o caso com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O gabinete do ministro também afirmou que o escritório de advocacia de Viviane não participou da operação de venda do Banco Master para o BRB (Banco de Brasília).

Fonte por: Poder 360

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