Deputados da Argentina aprovam pacto entre Mercosul e União Europeia

Tratado do Mercosul reduz 92% das tarifas de exportação e conquista 203 votos a favor e 42 contra. Confira no Poder360.

13/02/2026 7:40

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Câmara dos Deputados da Argentina

Aprovação do Tratado Comercial entre UE e Mercosul na Argentina

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o tratado comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, com 203 votos a favor, 42 contra e 4 abstenções. A votação ocorreu na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, em Buenos Aires, quase um mês após a assinatura oficial do acordo, realizada em 19 de janeiro deste ano. O tratado agora seguirá seu trâmite legislativo na Argentina.

Esse pacto cria um espaço econômico integrado que abrange mais de 700 milhões de pessoas, representando cerca de 30% do PIB mundial e aproximadamente 35% do comércio global. O acordo prevê a eliminação progressiva de 92% das tarifas para exportações do Mercosul para a UE e 91% nas taxas de importação, com o setor agrícola argentino podendo alcançar a eliminação de tarifas em até 99% dos produtos.

Apoio e Críticas ao Acordo

A aprovação do tratado contou com o apoio de diversos grupos políticos, incluindo cerca de metade dos membros da Unión por la Patria, principal bloco de oposição. Germán Martínez, líder desse grupo, votou a favor do tratado. Juliana Santillán, presidente da Comissão de Relações Exteriores e membro do partido La Libertad Avanza, destacou que o objetivo do acordo é facilitar o comércio de bens e serviços, reduzir barreiras tarifárias e promover a segurança jurídica.

O deputado Damián Arabia, presidente da Comissão do Mercosul, enfatizou a importância do acordo, afirmando que ele proporciona acesso preferencial a um mercado significativo, permitindo a eliminação de tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul para a UE e 91% das importações destinadas à região.

Entretanto, o acordo também enfrenta críticas. Santiago Cafiero, da Unión por la Patria, alertou que se trata de “um mau acordo” por abrir o mercado de forma indiscriminada, especialmente para as indústrias metalmecânica, automotiva e têxtil.

Expectativas para o Brasil

No Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do MDIC, afirmou que o acordo entre o Mercosul e a UE pode ser aprovado pela Câmara até o final de fevereiro. A expectativa é que a aprovação do tratado traga benefícios econômicos significativos para a região, embora as preocupações sobre os impactos nas indústrias locais permaneçam em debate.

Fonte por: Poder 360

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