‘Derrite critica Lula por falta de compromisso com a segurança pública’
Presidente sanciona ‘PL Antifacção’ para legalizar combate ao crime organizado nesta terça-feira (24)
Deputado critica vetos de Lula ao projeto Antifacção
O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) manifestou sua insatisfação nesta terça-feira (24) em relação à demora do presidente Lula em sancionar o “projeto de lei Antifacção”, que visa combater facções criminosas no Brasil. Segundo Derrite, a espera de 40 dias para a sanção e os vetos a dois trechos importantes demonstram a falta de compromisso do presidente com a segurança pública.
Derrite afirmou que Lula deveria ter sancionado o projeto imediatamente após sua aprovação no Congresso Nacional. Ele criticou os vetos, que, segundo ele, criminalizam aqueles que favorecem membros de organizações criminosas, destacando a gravidade das condutas tipificadas no projeto.
O presidente vetou um trecho que permitiria o enquadramento de indivíduos na nova lei, mesmo sem comprovação de ligação com organizações criminosas, o que, segundo o deputado, prejudica a punição de crimes graves contra a sociedade e policiais.
Consequências dos vetos
Além disso, Derrite destacou que o segundo veto de Lula impediria a destinação de recursos para estados e o Ministério Público no combate ao crime organizado. Ele argumentou que essa decisão inviabiliza o enfrentamento das facções criminosas, uma vez que os recursos seriam fundamentais para as forças de segurança.
O deputado expressou seu descontentamento e afirmou que trabalhará para derrubar os dois vetos, garantindo que a luta pela segurança pública não será abandonada.
Justificativas dos vetos
O primeiro veto de Lula se referia a um trecho que previa a punição de pessoas envolvidas em ações comparáveis a atividades de organizações criminosas. O presidente justificou que essa medida seria inconstitucional, pois penalizaria atos de indivíduos não pertencentes a essas organizações, criando insegurança jurídica.
O segundo veto, que visava destinar recursos e produtos apreendidos do crime organizado para um fundo dos Estados e do Distrito Federal, foi considerado pelo governo como uma ameaça à receita da União, especialmente em um momento de crescente demanda por recursos para o Fundo Nacional de Segurança Pública.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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