Desemprego atinge 5,8% no trimestre finalizado em fevereiro, informa IBGE

Rendimento médio do trabalhador brasileiro atinge novo recorde de R$ 3.679, mesmo com aumento no número de desocupados.

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Carteira de Trabalho -desemprego

Carteira de Trabalho -desemprego

Taxa de Desemprego no Brasil Atinge 5,8%

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, impulsionada pelo término de contratos temporários nos setores de saúde, educação e construção. Os dados divulgados pelo IBGE através da PNAD Contínua revelam que o número de pessoas em busca de trabalho chegou a 6,2 milhões, um aumento de 600 mil em relação ao trimestre anterior.

Apesar do crescimento no número de desempregados, o índice de 5,8% é o menor registrado para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica em 2012. A população ocupada totalizou 102,1 milhões de pessoas, apresentando uma queda de 0,8% em comparação ao trimestre anterior.

A redução na ocupação foi mais acentuada nos setores de administração pública, saúde e educação, que perderam 696 mil postos de trabalho. Segundo a coordenadora de pesquisas do IBGE, Adriana Beringuy, essa tendência é comum no início do ano, quando muitos contratos temporários do setor público são encerrados.

Renda em Nível Recorde

Embora o número de desempregados tenha aumentado, aqueles que estão empregados viram seus salários crescerem. O rendimento real habitual alcançou o valor recorde de R$ 3.679, representando um aumento de 5,2% em comparação ao ano anterior.

Esse crescimento salarial é impulsionado pela alta demanda por trabalhadores e uma tendência de maior formalização nas atividades de comércio e serviços, conforme explica Beringuy.

Os setores que mais contribuíram para essa elevação salarial incluem:

Destaques da Pesquisa

Subutilização: O número de pessoas subutilizadas, que inclui desempregados, aqueles disponíveis para trabalhar mais horas, mas que não encontram oportunidades, e aqueles que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego, subiu para 16,1 milhões.

Informalidade: A taxa de informalidade recuou levemente para 37,5%, influenciada pela redução de postos menos formalizados nos setores de construção, indústria e agricultura.

Carteira Assinada: O setor privado manteve estabilidade no número de empregados com carteira assinada, totalizando 39,2 milhões de trabalhadores.

Fonte por: Jovem Pan

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