Dino congela R$ 6 mi de Eduardo Cunha após menção a emendas do ex-deputado

Bloqueio de Bens de Eduardo Cunha
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o bloqueio dos bens do ex-deputado Eduardo Cunha até o limite de R$ 6 milhões. Essa decisão é baseada em investigações da Operação Transparência, da Polícia Federal, que indicam que Cunha, mesmo sem cargo eletivo, teria direcionado recursos a municípios de Minas Gerais por meio de 21 emendas parlamentares, no contexto do orçamento secreto.
Histórico de Eduardo Cunha
Eduardo Cunha foi cassado em setembro de 2016 por quebra de decoro parlamentar, após mentir à CPI da Petrobras sobre a titularidade de contas no exterior. Atualmente, ele busca retornar à Câmara dos Deputados, desta vez por Minas Gerais, após ter sido derrotado nas eleições de 2022 em São Paulo.
Decisão de Flávio Dino
Na decisão de 40 páginas, Flávio Dino menciona que as evidências sugerem que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência política, direcionando recursos federais sem autorização institucional. Cunha é o segundo ex-parlamentar a ter bens bloqueados por Dino na última semana, após a determinação de bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do ex-deputado Valdemar Costa Neto, por suspeitas semelhantes.
Suspeitas sobre Mariângela Fialek
Os investigadores da Polícia Federal suspeitam que Eduardo Cunha e Valdemar Costa Neto utilizavam a mesma operadora na Câmara dos Deputados para influenciar a destinação de emendas. A ex-assessora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, é o foco das investigações, tendo trabalhado no gabinete do deputado Arthur Lira.
Atuação de Tuca
Tuca foi alvo de busca e apreensão e teve seu celular periciado, onde foram encontrados indícios de um arranjo paralelo para a destinação de verbas públicas, com Cunha atuando como um vetor relevante. A decisão de Dino destaca que Cunha, mesmo sem mandato, utilizava os serviços de Tuca para direcionar recursos conforme seus interesses.
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Depoimento e Implicações
Em seu depoimento, Tuca afirmou evitar conversas sobre emendas com deputados, alegando que essa função cabe à liderança partidária. No entanto, a investigação revela que Cunha mantinha um canal direto com ela, o que não era comum entre os parlamentares. Para a PF, isso representa um grave desvio de finalidade, já que emendas destinadas a representantes eleitos estariam sob controle de alguém sem mandato.
Defesa de Eduardo Cunha
A defesa de Eduardo Cunha declarou que ele desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas parlamentares. A nota ressalta que a Procuradoria-Geral da República considerou prematuro o bloqueio de suas contas. Além disso, a defesa afirma que Cunha não formalizou nenhuma das emendas mencionadas na decisão de Flávio Dino.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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