Diplomatas se encontram no Paquistão para debater o término da guerra no Irã

Chanceleres de 4 países se encontram em Islamabad; Irã acusa governo Trump de preparar ofensiva terrestre.

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Na imagem, bandeiras dos Estados Unidos (à esq., capital Washington, e do Irã (à dir.), capital Teerã

Na imagem, bandeiras dos Estados Unidos (à esq., capital Washington, e do Irã (à dir.), capital Teerã

Reunião de Chanceleres em Islamabad

No último domingo (29 de março de 2026), chanceleres do Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia se reuniram em Islamabad para discutir a situação da guerra no Oriente Médio. O governo paquistanês atua como mediador entre os Estados Unidos e o Irã, analisando a evolução regional e questões de interesse mútuo, conforme comunicado oficial.

Os ministros das Relações Exteriores presentes foram Badr Abdellatty (Egito), Hakan Fidan (Turquia) e Faisal bin Farhan (Arábia Saudita). Eles realizaram reuniões bilaterais com o chefe da diplomacia paquistanesa, Ishaq Dar. Vale destacar que representantes dos EUA, Irã e Israel não participaram do encontro.

Intermediação do Paquistão

O Paquistão se firmou como um importante intermediário nas comunicações entre Washington e Teerã. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, mantém uma relação próxima com o presidente dos Estados Unidos e também tem contatos diretos com o governo iraniano.

No dia anterior à reunião, Sharif conversou por telefone com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que expressou gratidão pelos esforços do Paquistão em conter os ataques na região. Após essa conversa, o ministro Ishaq Dar anunciou que o Irã autorizou a passagem de mais 20 embarcações paquistanesas pelo Estreito de Ormuz.

Tensão Diplomática na Região

Teerã respondeu ao plano de 15 pontos proposto por Trump para encerrar a guerra, com o Paquistão atuando como intermediário, segundo informações da agência Tasnim. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de estarem planejando uma invasão terrestre.

Qalibaf afirmou que, enquanto publicamente os EUA enviam mensagens de negociação, secretamente planejam uma ofensiva. Ele mencionou o envio de 5.000 fuzileiros navais americanos ao Golfo Pérsico nas últimas semanas, ressaltando que, apesar das declarações de diálogo, as ações de Trump indicam uma intenção de guerra.

Fonte por: Poder 360

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