‘Diretor do BC afirma que críticos do Pix têm interesses próprios’

Paulo Picchetti destaca que a moeda digital brasileira, o Drex, possui ‘série de nós’ para sua viabilização, em processo não linear.

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Paulo Pichetti fala durante sabatina de diretores do Banco Central na CAE

Paulo Pichetti fala durante sabatina de diretores do Banco Central na CAE

Defesa do Pix pelo Banco Central e Reações Internacionais

Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, defendeu o sistema de pagamentos Pix em resposta a críticas do governo dos Estados Unidos. Durante um evento na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, Picchetti afirmou que “quem fala mal do Pix tem interesses que não são os da população brasileira”.

O diretor também comentou sobre a moeda digital brasileira, o Drex, destacando que sua implementação enfrenta desafios, especialmente na busca por “confiabilidade e escalabilidade”. Ele enfatizou que o processo de viabilização não é linear.

Críticas dos EUA e Respostas do Governo Brasileiro

As declarações de Picchetti surgem após a divulgação de um relatório dos Estados Unidos que classifica o sistema Pix, um projeto de lei para plataformas de internet e impostos sobre encomendas expressas como barreiras ao comércio exterior brasileiro. O presidente Lula se manifestou, afirmando que “ninguém fará a gente mudar o Pix”, ressaltando a importância da ferramenta para a sociedade brasileira.

No ano anterior, os EUA já haviam criticado indiretamente o sistema de pagamento brasileiro ao iniciar uma investigação sobre práticas comerciais consideradas “desleais”, mencionando os serviços de pagamento eletrônico do governo, incluindo o Pix.

Defesa do Pix por Autoridades Brasileiras

O vice-presidente Geraldo Alckmin também se posicionou em defesa do Pix, afirmando que “o Pix é um sucesso” e que não há problemas relacionados ao sistema. Alckmin, que está se preparando para se candidatar nas próximas eleições, destacou a necessidade de esclarecer as críticas.

Interesse Internacional pelo Pix

Enquanto os Estados Unidos criticam o sistema, outros países, como a Colômbia, demonstram interesse em adotá-lo. O presidente colombiano, Gustavo Petro, solicitou ao Brasil a extensão do sistema de pagamentos instantâneos Pix ao seu país, criticando as sanções impostas pelos EUA.

Petro afirmou que a ferramenta “já não é uma arma contra o narcotráfico” e que o crime organizado “zomba” da lista de sanções. A Argentina, por sua vez, já implementou o sistema, com o Banco do Brasil lançando recursos para pagamentos por Pix em lojas físicas.

Fonte por: Jovem Pan

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