Diretora da Conmebol afirma que multas não resolvem racismo no futebol

Conmebol registra 18 casos anuais de 2023 a 2025; Montserrat Jimenez diz que torcedor “adora” punição que recai sobre o clube.

14/04/2026 19:40

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Jiménez defende que a única forma de erradicar a violência e a d...

Conmebol critica eficácia de multas no combate ao racismo

A secretária-geral adjunta e diretora jurídica da Conmebol, Montserrat Jiménez, declarou que a aplicação de multas financeiras não é uma estratégia eficaz para combater o racismo nos estádios. A afirmação foi feita durante um seminário da confederação, realizado em Luque, Paraguai, no dia 14 de abril de 2026.

Jiménez argumentou que as punições não inibem atos discriminatórios, pois o ônus financeiro recai sobre os clubes, e não sobre os torcedores infratores. Ela enfatizou que a verdadeira solução para erradicar a violência e a discriminação deve ser a educação, sugerindo que os valores arrecadados com as multas sejam direcionados a um fundo educativo contra o racismo.

Números alarmantes de discriminação no futebol

Dados da Conmebol revelam um panorama preocupante em relação ao racismo no futebol. Entre 2023 e 2025, a confederação registrou 18 casos anuais de racismo, com punições variando entre US$ 1,28 milhão e US$ 1,58 milhão. No total, de 2018 a 2025, ocorreram incidentes de racismo em 75 das 4.451 partidas organizadas, representando 1,68% do total de jogos.

Embora a taxa de incidentes seja inferior a 2%, Jiménez expressou que a meta da Conmebol é eliminar completamente episódios de discriminação racial ou por orientação sexual. Ela destacou que a indignação em relação aos 18 casos anuais registrados em 650 partidas é significativa e que os atletas estão cada vez mais dispostos a formalizar denúncias, refletindo uma mudança de postura no cenário atual.

Fonte por: Poder 360

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