Durigan alerta: Guerra é a principal pressão para juros altos, sem solução mágica

Ministro da Fazenda reduz importância do fiscal na política monetária

05/05/2026 00:20

2 min

Durigan alerta: Guerra é a principal pressão para juros altos, sem solução mágica
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro da Fazenda comenta sobre a pressão da guerra no Oriente Médio na política monetária

Na noite de segunda-feira (4), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a guerra no Oriente Médio é um dos principais fatores que afetam a política monetária atualmente. Durante uma entrevista, ele foi questionado sobre o impacto das contas públicas nos juros e afirmou que não acredita que a situação fiscal seja a principal razão para as altas taxas de juros no Brasil.

Durigan enfatizou que, embora a questão fiscal possa ter algum peso, sua influência é limitada no contexto atual. Ele também ressaltou que não existe uma solução única e definitiva para o problema dos juros elevados no país.

Decisão do Copom e suas implicações

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, na última quarta-feira (29), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo a Selic em 14,5% ao ano. Essa decisão foi unânime e alinhada com as expectativas do mercado, que se deterioraram desde o início do conflito no Oriente Médio, há cerca de dois meses.

Um aspecto que chamou a atenção do mercado foi a inclusão da palavra “extensão” no comunicado do Copom. Essa mudança sugere que o BC pode reconsiderar a duração do ciclo de cortes de juros, indicando a possibilidade de que esse movimento termine antes do esperado, resultando em juros mais altos por um período prolongado.

Considerações finais sobre a política monetária

As declarações do ministro Durigan e as decisões do Copom refletem um cenário econômico complexo, onde fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, influenciam diretamente a política monetária do Brasil. A expectativa é que o Banco Central continue monitorando a situação para ajustar suas estratégias conforme necessário, buscando um equilíbrio entre a inflação e o crescimento econômico.

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Fonte por: CNN Brasil

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