Economista-chefe do Inter projeta crescimento menor do PIB em 2023

Crescimento da Economia Brasileira no Primeiro Trimestre de 2026
A economia do Brasil registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, posicionando o país entre as nações com as maiores altas do PIB. A economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, analisou esses dados e comparou o desempenho brasileiro com o de outras economias durante uma entrevista.
Esse resultado positivo foi impulsionado por diversos fatores, embora haja incertezas sobre a continuidade desse crescimento. O desempenho superou as expectativas de muitos analistas, especialmente em um cenário de altas taxas de juros e sem perspectivas de alívio no curto prazo.
Fatores Impulsionadores e Sustentabilidade do Crescimento
Rafaela Vitória destacou que os estímulos à renda, como transferências, aumento do salário mínimo e isenções fiscais, juntamente com um crescimento significativo do crédito, contribuíram para o aumento do consumo das famílias. No entanto, ela alertou que esse cenário não é sustentável a longo prazo.
A economista previu uma desaceleração no crescimento ao longo do ano, com uma expectativa de que o PIB cresça menos do que no ano anterior. A taxa de investimento, que foi de 16,5%, é considerada insuficiente para atender à demanda crescente, sendo necessário que esse índice ultrapasse 20% para garantir um crescimento sustentável sem pressionar a inflação.
Impacto dos Juros na Indústria
Em relação ao impacto das altas taxas de juros, Rafaela Vitória fez uma distinção entre os setores da indústria. A indústria extrativa, que está mais ligada à exportação e a commodities, tende a ser menos afetada, enquanto a indústria de transformação, que depende do crédito, pode enfrentar dificuldades devido ao aperto monetário.
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Ela também mencionou que, apesar da expectativa de redução da Selic nas próximas reuniões do Copom, essa diminuição deve ser moderada, mantendo os juros em níveis restritivos por mais tempo, o que afetará a indústria de transformação.
Desafios Fiscais e Pressão Inflacionária
Rafaela Vitória expressou preocupação com o excesso de estímulos fiscais do governo, que têm mantido a demanda elevada e pressionado a inflação, especialmente no setor de serviços. Ela alertou que, se os estímulos continuarem, o Banco Central poderá precisar pausar o ciclo de cortes de juros.
A economista enfatizou que estimular o consumo sem garantir a oferta adequada resulta em mais inflação, um desafio que o Banco Central busca enfrentar atualmente.
Desempenho do Brasil em Comparação Global
No cenário internacional, o Brasil se destacou, ficando atrás apenas da Coreia do Sul e da China em termos de crescimento do PIB no primeiro trimestre. O desempenho é ainda mais notável considerando a taxa de juros elevada, uma característica singular do Brasil em comparação com outros países.
O agronegócio foi identificado como um dos principais motores desse crescimento, e o consumo das famílias também apresentou um aumento de 1% no trimestre, impulsionado por medidas como a isenção do imposto de renda para rendimentos até R$ 5 mil. O consumo do governo também teve um leve crescimento de 0,4% no período.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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