Embaixador do Irã no Brasil afirma que país atacou bases militares, não vizinhos

Mísseis e drones iranianos atacam Israel, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Arábia Saudita após ofensivas de EUA e Israel.

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Abdollah Nekounam, embaixador do Irã no Brasil, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (2)

Abdollah Nekounam, embaixador do Irã no Brasil, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (2)

Embaixador do Irã no Brasil defende ações militares do país

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (2) que o país não atacou nações vizinhas, mas sim bases militares. Após os ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel que resultaram na morte de autoridades iranianas, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, o Irã retaliou com mísseis e drones direcionados a Israel, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Arábia Saudita.

Nekounam destacou que a resposta do Irã é compreensível, considerando que o país está sendo atacado. Ele enfatizou que as bases militares dos Estados Unidos nos países mencionados foram os alvos dos ataques iranianos, e que qualquer instalação utilizada contra o Irã sofrerá represálias.

Contexto geopolítico e agradecimentos ao Brasil

O embaixador descreveu a atual situação geopolítica como complexa, mencionando que alguns países, incluindo os Estados Unidos, buscam o unilateralismo. Ele pediu que os vizinhos do Irã pressionem Washington a interromper os ataques ao país. Em relação ao Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o petróleo, Nekounam alertou que o fechamento dessa passagem poderia ter impactos significativos nos preços globais.

Nekounam também expressou agradecimento ao governo brasileiro pela nota divulgada pelo Itamaraty, que criticou os ataques de Israel e dos EUA. Ele considerou essa ação como um reconhecimento da soberania e integridade territorial do Irã.

Irã descarta negociações com os EUA

Após os ataques aéreos, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, negou qualquer possibilidade de negociação com os Estados Unidos, afirmando que o país não se envolverá em diálogos com o governo americano. Ele criticou Donald Trump, acusando-o de causar caos na região com suas ações.

Desde o início dos ataques, a Cruz Vermelha Iraniana informou que 555 pessoas foram mortas no Irã, com 131 cidades afetadas. Larijani ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta adequada às agressões sofridas pelo país.

Fonte por: Jovem Pan

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