Empresa chinesa exige US$ 2 bilhões do governo do Panamá

CK Hutchinson busca indenização por “grave quebra de contrato” após governo assumir controle de 2 portos no Canal do Panamá.

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navio no canal do panamá

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CK Hutchison Inicia Arbitragem Contra o Panamá

A CK Hutchison, conglomerado de Hong Kong, deu início a um processo de arbitragem internacional, reivindicando pelo menos US$ 2 bilhões do governo panamenho. A ação ocorre após a tomada forçada de dois portos da empresa ao longo do Canal do Panamá.

A unidade Hutchison Ports PPC declarou, em um comunicado de 6 de março, que buscará a indenização total devido à grave quebra de contrato e às ações anti-investidores do Panamá, rejeitando compensações simbólicas.

Contexto da Disputa

A disputa pode complicar os esforços da CK Hutchison para vender um extenso portfólio de portos a um consórcio liderado pela BlackRock, especialmente devido à possível participação de uma estatal chinesa do setor de transporte marítimo.

O conflito se intensificou no final de fevereiro, quando o Panamá revogou os direitos de operação da PPC nos portos de Cristóbal e Balboa, localizados em lados opostos do canal. Essa decisão foi baseada em uma sentença da Suprema Corte do país, que considerou inconstitucional o contrato de concessão da empresa, assinado em 1997 e renovado em 2021.

As autoridades panamenhas assumiram o controle administrativo e operacional dos terminais em 23 de fevereiro, impedindo o acesso da PPC e encerrando suas operações.

Ações Governamentais e Consequências

A arbitragem também abrange ações governamentais subsequentes, que a PPC classificou como abuso de poder sem autorização judicial. Em 26 de fevereiro, autoridades panamenhas invadiram um depósito privado, apreendendo documentos protegidos e outros bens da empresa, sem relação com as operações portuárias.

Os dois terminais confiscados faziam parte de um pacote de 43 portos internacionais que a CK Hutchison planejava vender em março de 2025.

Negociações em Andamento

Apesar da intervenção do governo panamenho, o consórcio liderado pela BlackRock continua avançando nas negociações pelos 41 portos restantes, com a China Cosco Shipping mantendo sua participação nas conversas, conforme relatado pelo Financial Times em 3 de março.

Fonte por: Poder 360

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