Erika Hilton Critica Líderes Religiosos e Omissão do Judiciário
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) se manifestou contra líderes religiosos que se opõem a pautas LGBTQIA+, chamando-os de “cafetões da fé”. Durante uma entrevista ao programa Roda Viva, na TV Cultura, ela afirmou que esses líderes lucram com a esperança, o medo e a religiosidade das pessoas.
Hilton, que é a atual presidente da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, expressou sua insatisfação com a falta de resposta adequada dos tribunais e do Legislativo diante das ofensas que tem recebido. Ela classificou essa omissão como “desprezo” e “falta de compromisso” das instituições.
Críticas aos Religiosos e à Manipulação da Fé
Sobre o perfil de alguns religiosos, a deputada destacou que muitos buscam enriquecer suas famílias à custa da fé alheia. Ela enfatizou a necessidade de despertar a consciência da população para que compreendam que a mensagem de Cristo não é de ódio, mas de amor e aceitação.
Erika Hilton citou o caso do Banco Master como um exemplo de como algumas igrejas estão se utilizando de instituições financeiras para enriquecer, referindo-se a esses líderes como “cafetões da fé”. Ela defendeu que é essencial educar as pessoas sobre o verdadeiro significado do evangelho.
Críticas à Omissão do Judiciário
Em relação à atuação dos tribunais, Hilton criticou a falta de cumprimento das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou a transfobia e a LGBTfobia ao crime de racismo. A deputada afirmou que muitos processos relacionados a casos de LGBTfobia são arquivados sem a devida análise, dificultando a aplicação dos direitos da população LGBTQIA+.
Ela ressaltou que a expectativa ao acionar o Judiciário é que as determinações do STF sejam cumpridas, mas que, na prática, isso não ocorre. Hilton pediu que o STF e o Conselho Nacional de Justiça se manifestem para garantir que as decisões judiciais sejam efetivamente aplicadas.
Por fim, a deputada destacou que a sociedade ainda enfrenta problemas de racismo e LGBTfobia, que se refletem tanto no Legislativo quanto nos tribunais, e que é necessário um esforço conjunto para combater essas questões.
Fonte por: Poder 360
