Escolas do RJ implementam projeto de literatura indígena e formação antiracista

Iniciativa irá beneficiar mais de 5 mil estudantes em 28 escolas da rede municipal.

11/03/2026 17:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Valorização da Literatura Indígena nas Escolas do Rio de Janeiro

A literatura de autoria indígena e os saberes dos povos originários estão ganhando destaque nas escolas municipais do Rio de Janeiro. A partir de 12 de março, a Escola Municipal Barão de Itacurussá, localizada na Tijuca, será o local de lançamento da nova edição do projeto “Lá Vem História”, em parceria com o projeto de Formação Antirracista.

Essa iniciativa, promovida pela ONG Parceiros da Educação Rio, beneficiará mais de 5 mil alunos em 28 unidades escolares. Ao completar três anos de atuação, o programa reafirma seu compromisso com a transformação do ambiente escolar, através da doação de 600 exemplares de autores renomados, como Daniel Munduruku, Yaguarê Yamã e Eliane Potiguara, além de oferecer oficinas de artes visuais, teatro, música e dança.

Um Novo Paradigma Educativo

Inspirado por pensadores como Ailton Krenak e Antônio Bispo, o projeto busca romper com a lógica da aceleração moderna. A proposta é fundamentada na “pedagogia do cuidado”, que utiliza elementos da natureza e mitos de criação para reconectar os estudantes com o meio ambiente e o senso de coletividade.

Coordenado por Lêda Fonseca, o projeto defende que a inclusão de vozes indígenas no cotidiano escolar é uma ferramenta poderosa contra o preconceito e a invisibilidade. A presença de autores contemporâneos no acervo escolar ajuda as crianças a perceberem que os indígenas não pertencem apenas ao passado, mas estão ativos na sociedade atual, trazendo novos valores e perspectivas.

Combate a Estereótipos

A iniciativa também se apresenta como uma resposta à visão simplificada que ainda persiste no ensino tradicional. Ao introduzir a filosofia e a cultura dos povos originários, o “Lá Vem História” busca substituir estereótipos por uma compreensão mais profunda da diversidade brasileira.

A meta para 2026 é consolidar essa mudança de perspectiva, utilizando a arte como um meio de manter o mundo aberto e cultivando uma postura ética necessária para a preservação do futuro. A coordenadora Lêda Fonseca enfatiza a importância de que as crianças compreendam a natureza como parte de suas vidas, promovendo uma relação mais ética com o mundo.

Fonte por: CNN Brasil

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