Esposa de Ali Khamenei falece após ataque, informa mídia iraniana
Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh permanece em coma desde sábado (28), início dos bombardeios.
Morte da esposa do líder supremo do Irã
A esposa do aiatolá Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, faleceu nesta segunda-feira (2) em decorrência dos ferimentos sofridos durante um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel. A informação foi divulgada pela mídia iraniana.
Com 79 anos, ela estava em coma desde os ataques realizados no último sábado (28), que resultaram na morte do próprio Khamenei, conforme reportou a agência de notícias Tasnim.
Além da esposa, a agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que a filha, o genro e o neto do aiatolá também perderam a vida no ataque.
Confirmação da morte de Ali Khamenei
A mídia estatal do Irã confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei durante a operação militar dos EUA e de Israel. Desde 1989, Khamenei ocupava o cargo de líder supremo, sucedendo o aiatolá Ruhollah Khomeini, que foi responsável pela criação da república islâmica no país.
Antes de se tornar líder supremo, Khamenei foi presidente do Irã de 1981 a 1989. Nascido em 1939, ele participou ativamente de protestos contra o regime de Mohammad Reza Pahlavi e foi um dos líderes da Revolução Iraniana de 1979.
Durante seu governo, Khamenei reprimiu diversas manifestações, incluindo a mobilização estudantil em 1999 e os protestos de 2009, que surgiram após uma eleição presidencial controversa. Mais recentemente, em 2019, ele também neutralizou uma onda de protestos.
O regime iraniano enfrentou intensas manifestações entre o final de 2022 e o início de 2023, após a morte de Mahsa Amini, que foi detida por supostamente violar o código de vestimenta imposto às mulheres.
Irã rejeita negociações com os EUA
Após os ataques aéreos, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos. Ele desmentiu rumores de que representantes iranianos estivessem tentando iniciar conversas com Washington.
Larijani criticou o ex-presidente americano Donald Trump, acusando-o de causar caos na região com suas ações. Ele também expressou preocupação com as perdas entre as forças americanas.
Desde o início dos ataques, a Cruz Vermelha Iraniana informou que 555 pessoas foram mortas, e 131 cidades foram afetadas. A declaração foi feita nas redes sociais nesta segunda-feira (2).
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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