Esquerda considera inevitável a judicialização do veto de Lula à dosimetria

Presidente veta projeto que diminui penas para condenados em solenidade de três anos dos atos criminosos de 8 de Janeiro.

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(Imagem de reprodução da internet).

Presidente Lula Veta Projeto de Lei da Dosimetria

Na cerimônia realizada nesta quinta-feira (8), que marcou os três anos dos atos criminosos de 8 de Janeiro em Brasília, o presidente Lula vetou o Projeto de Lei da Dosimetria. Essa proposta visava reduzir as penas dos condenados pelos eventos de 2023. A esquerda, no entanto, considera a possibilidade de judicializar o veto.

Pressão da Oposição e Mobilização da Base Governista

A oposição está pressionando para que o veto seja analisado rapidamente, com a intenção de derrubá-lo. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que seria o principal beneficiado pela dosimetria, admite que não conseguirá derrubar o veto sem apoio do Centrão. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, expressou confiança de que, por meio de um acordo entre os líderes da Casa, o veto será derrubado na primeira sessão do Congresso Nacional.

Enquanto isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, resiste a convocar uma sessão extraordinária antes do fim do recesso. A base governista está se mobilizando nas ruas e nas redes sociais para evitar a derrubada do veto. Caso não tenha sucesso, a esquerda já considera a judicialização do caso como uma alternativa viável.

Desafios na Segurança Pública

A cerimônia ocorreu em um momento em que a segurança pública é uma das principais preocupações do governo, tanto na política quanto na campanha eleitoral. Recentemente, Ricardo Lewandowski anunciou sua saída do Ministério da Justiça, citando questões pessoais.

Após a saída de Lewandowski, não se descarta a possibilidade de dividir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, uma promessa de campanha de Lula. No entanto, existem incertezas sobre o tempo e os recursos necessários para essa mudança. Independentemente da estrutura do ministério, o combate ao crime organizado deve ser uma prioridade, com o projeto de lei anti-facção ainda em tramitação.

Em sua carta de demissão, Lewandowski destacou que comandou a pasta com zelo e dignidade, apesar das limitações políticas e orçamentárias. Durante sua gestão, ele obteve conquistas significativas, como a implementação de câmeras corporais obrigatórias para policiais em 11 estados. No entanto, enfrentou dificuldades em apresentar projetos ao Congresso e teve uma relação complicada com os parlamentares, com a PEC da Segurança ainda travada no Congresso.

Fonte por: CNN Brasil

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