“Estamos no caminho certo”, afirma Tatiana Sampaio sobre a polilaminina

Tatiana Sampaio fala sobre pesquisa em entrevista ao “Roda Viva” da “TV Cultura”, apesar do furor com a substância.

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(Imagem de reprodução da internet).

Pesquisadora da UFRJ Fala sobre Polilaminina e Lesões Medulares

Tatiana Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revelou em entrevista ao programa “Roda Viva” que ainda não encontrou a cura para lesões medulares completas. A cientista, que é responsável pela descoberta da polilaminina, destacou que a substância é promissora, mas é cedo para afirmar que se trata de uma cura definitiva.

Ela mencionou que os avanços nas pesquisas têm mostrado resultados surpreendentes em alguns pacientes, indicando que a equipe está no caminho certo, embora o estudo ainda esteja em andamento.

Resultados do Estudo com Polilaminina

O estudo preliminar conduzido por Tatiana envolveu 8 pacientes com lesão medular completa. Os dados indicam que 62,5% dos participantes apresentaram algum nível de recuperação motora após a aplicação da polilaminina. No entanto, a literatura científica aponta que cerca de 10% dos pacientes com lesão aguda podem ter melhora espontânea, sem qualquer intervenção.

Entre os 8 pacientes, 4 mostraram melhora parcial, 3 faleceram e 1 caso se destacou: Bruno Drummond, que recuperou a capacidade de andar após uma lesão cervical grave. Tatiana ressaltou que, embora o tratamento de Drummond tenha começado rapidamente após o acidente, não é possível afirmar que essa rapidez foi a única responsável pelo resultado positivo.

O que é a Polilaminina?

A polilaminina é uma versão sintetizada em laboratório da laminina, uma proteína que o corpo humano produz em grandes quantidades durante a fase embrionária e que é extraída de placentas. Essa proteína desempenha um papel crucial na organização e crescimento de tecidos neuronais, especialmente dos axônios, que são essenciais para a transmissão de impulsos elétricos entre neurônios e músculos.

Se a eficácia da polilaminina for comprovada, sua injeção no local da lesão pode ajudar a “recriar” a conexão entre os neurônios acima e abaixo do dano, restabelecendo a comunicação e o fluxo de impulsos elétricos que controlam movimentos e sensações.

Atualmente, o medicamento ainda não possui registro e está na fase 1 do estudo clínico, autorizado pela Anvisa em 5 de janeiro. Pacientes têm buscado a Justiça para acessar o tratamento.

Fonte por: Poder 360

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