Estreito de Ormuz permanece “deserto” diante do impasse EUA-Irã

Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica ordena a navios mercantes que não prossigam com a passagem

20/04/2026 07:20

2 min

Estreito de Ormuz permanece “deserto” diante do impasse EUA-Irã
(Imagem de reprodução da internet).

Estreito de Ormuz em Situação Crítica

O Estreito de Ormuz enfrenta uma situação de quase total inatividade há três dias, em meio a tensões entre Irã e Estados Unidos sobre a navegação na região. Recentemente, três embarcações, incluindo dois petroleiros vazios, foram detectadas no estreito, conforme informações do MarineTraffic.

Na manhã de segunda-feira (20), um petroleiro chamado Nova Crest, que partiu de um porto no Iraque, deixou a área. Esta embarcação já havia sido alvo de sanções do Reino Unido e da União Europeia por transportar petróleo russo.

Conflitos e Retaliações no Estreito

No último sábado (18), a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que o estreito estava novamente fechado, levando 13 embarcações a desistirem de suas travessias, segundo a empresa de inteligência marítima Windward. Um navio porta-contêineres foi atingido por disparos, e outras duas embarcações relataram terem sido alvo de ataques.

Como resultado, não houve registro de petroleiros transitando pelo estreito no domingo (19), embora especialistas alertem que nem todos os navios informam sua posição. A consultoria Ambrey recomendou que as embarcações abortassem suas travessias planejadas e retornassem ao ponto de origem ao receberem alertas da Guarda Revolucionária.

Implicações da Crise no Estreito de Ormuz

Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro, o Irã impôs restrições severas à passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, permitindo a navegação apenas sob controle iraniano e mediante pagamento de taxas. Essa via é crucial, pois representa quase 20% do petróleo e gás mundial.

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Após tentativas frustradas de negociação, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo a passagem pelo estreito. Em resposta, Teerã ameaçou atacar navios de guerra que cruzassem a região e retaliar contra os portos vizinhos.

Embora o Irã tenha inicialmente reaberto o estreito após um cessar-fogo, voltou a fechar a passagem, acusando os EUA de violar os termos do acordo. A situação continua tensa e incerta, com possíveis repercussões para o comércio global de petróleo.

Fonte por: CNN Brasil

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