Estudo revela 11 erros que aumentam o risco de infecção alimentar

Pesquisa da USP com 5.000 brasileiros revela falhas na compra, armazenamento e preparo de alimentos. Confira no Poder360.

14/02/2026 9:30

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Levantamento indica que hábitos comuns na cozinha favorecem cont...

Estudo da USP Revela Hábitos que Aumentam Risco de Doenças Alimentares

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) e publicada na revista científica Food and Humanity identificou 11 hábitos comuns que elevam o risco de doenças transmitidas por alimentos (DTAs). O estudo ouviu 5.000 pessoas em todo o Brasil, analisando práticas relacionadas à compra, armazenamento e preparo de alimentos.

Os pesquisadores avaliaram comportamentos em três etapas: durante as compras, no armazenamento em casa e no preparo dos alimentos. Segundo os autores, práticas que parecem inofensivas podem contribuir para a contaminação e a multiplicação de microrganismos. As DTAs afetam cerca de 600 milhões de pessoas anualmente no mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Principais Hábitos que Elevam o Risco de DTAs

As DTAs podem causar gastroenterite, com sintomas como vômito, diarreia, dor abdominal e febre. Em casos graves, podem levar à desidratação, especialmente em crianças e idosos. Os autores do estudo destacam que medidas simples de higiene, armazenamento adequado e controle de temperatura podem reduzir significativamente o risco de contaminação. Confira os 11 erros mais comuns e como evitá-los:

  • Não usar bolsa térmica: 81% dos entrevistados não utilizam sacolas térmicas para transportar produtos refrigerados ou congelados, o que favorece a multiplicação de microrganismos em dias quentes.
  • Ignorar as condições dos congelados: É importante observar a condição do freezer e as embalagens. Excesso de cristais de gelo ou sinais de descongelamento podem indicar quebra da cadeia de frio.
  • Não lavar corretamente as mãos: A higiene inadequada facilita a contaminação cruzada. Recomenda-se lavar mãos, unhas, dorso e pulsos antes e depois de manipular alimentos.
  • Secar as mãos em pano de prato sujo: 52,8% utilizam pano de prato para secar as mãos, que pode concentrar bactérias se não for trocado frequentemente. É essencial lavá-lo e substituí-lo regularmente.
  • Lavar carnes cruas na pia: Cerca de 46% relataram esse hábito, especialmente com aves, o que pode espalhar bactérias. O cozimento adequado é o método mais eficaz para eliminar microrganismos.
  • Usar a mesma tábua para carnes e vegetais: Essa prática aumenta o risco de contaminação cruzada. É recomendado separar utensílios para alimentos crus e prontos para consumo.
  • Higienizar inadequadamente frutas e hortaliças: Apenas 38% fazem a limpeza correta. O vinagre não elimina microrganismos; a recomendação é lavar os alimentos em água corrente e deixá-los de molho em solução de água sanitária própria para alimentos.
  • Descongelar carnes em temperatura ambiente: Esse processo favorece o crescimento microbiano. O ideal é descongelar sob refrigeração, dentro de um recipiente e longe de outros alimentos.
  • Recongelar alimentos já descongelados: O recongelamento aumenta o risco sanitário, pois microrganismos podem se multiplicar ao elevar a temperatura.
  • Organizar incorretamente a geladeira: É necessário separar alimentos crus dos prontos e evitar excesso de itens que impeçam a circulação de ar.
  • Demorar para guardar comida pronta: 11,2% dos entrevistados relataram guardar sobras mais de 2 horas após o preparo, o que favorece a multiplicação de bactérias.

Conclusão

Embora o cozimento elimine a maioria dos microrganismos, esporos bacterianos podem resistir. Portanto, recomenda-se armazenar a comida em até 2 horas após o preparo para garantir a segurança alimentar.

Fonte por: Poder 360

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