EUA podem reduzir preços do petróleo, afirma professor

Lucas de Souza Martins, da Temple University, afirma que interesses dos EUA nas reservas de petróleo da Venezuela podem reduzir preços de combustíveis e control…

05/01/2026 10:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Impactos dos Ataques dos EUA à Venezuela

O professor Lucas de Souza Martins, da Temple University, analisou as consequências dos recentes ataques dos Estados Unidos à Venezuela, enfatizando os possíveis efeitos na economia americana e na geopolítica global. Segundo ele, as reações nos EUA variam, com um forte apoio às ações contra o governo venezuelano por parte dos republicanos, especialmente os ligados ao movimento MAGA.

Entre os democratas, embora haja críticas sobre a condução da operação, existe concordância com a narrativa oficial que relaciona o governo venezuelano ao tráfico de drogas. A Casa Branca utiliza essa questão como uma das principais justificativas para a intervenção, recebendo apoio de ambos os partidos políticos.

Interesses Econômicos e Eleitorais dos EUA

Martins destaca o interesse dos Estados Unidos nas reservas petrolíferas da Venezuela, apontando que a redução dos preços do petróleo pode impactar diretamente a inflação e a produção de bens essenciais. O acesso a esses recursos pode ajudar a administração americana a controlar os preços e aliviar a pressão inflacionária, especialmente com as eleições de meio de mandato se aproximando.

A motivação econômica por trás dessa intervenção pode ter consequências significativas na política interna dos EUA, uma vez que a inflação é uma das principais preocupações do eleitorado. O acesso a recursos petrolíferos poderia ser uma estratégia para melhorar a situação econômica e, consequentemente, a imagem do governo.

Mensagem Geopolítica Global

Na análise de Martins, a ação dos EUA na Venezuela reflete uma visão de mundo que prioriza zonas de influência. Ele menciona que, na perspectiva de Donald Trump, a América Latina é considerada parte da esfera de influência dos Estados Unidos, uma atualização da Doutrina Monroe. Essa postura pode estabelecer precedentes para outras potências, como Rússia e China, agindo em suas áreas de interesse.

O professor também observa o enfraquecimento de organismos multilaterais, como o Conselho de Segurança da ONU, que não teve um papel ativo nas decisões sobre a Venezuela, ao contrário do que ocorreu na invasão do Iraque em 2003. Ele conclui que nenhum organismo multilateral possui a capacidade de conter as ações dos Estados Unidos, Rússia ou China em suas respectivas esferas de influência.

Fonte por: CNN Brasil

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