Ex-abade do Templo Shaolin recebe pena de 24 anos de prisão

Ex-abade do Templo Shaolin é condenado a 24 anos de prisão
Liu Yingcheng, conhecido como Shi Yongxin, ex-abade do famoso Templo Shaolin, foi condenado a 24 anos de prisão por crimes financeiros, incluindo peculato e suborno. A decisão foi proferida pelo Tribunal Popular Intermediário de Xinxiang, na província de Henan, na China, em 29 de maio de 2026, que também impôs uma multa de 3,5 milhões de yuans (aproximadamente US$ 515.000).
Crimes e Sentença
A condenação de Liu representa uma queda significativa para o líder religioso, que já enfrentava críticas por suas práticas financeiras. O tribunal revelou que ele desviou mais de 131 milhões de yuans (US$ 19,4 milhões) entre 2003 e 2025, utilizando sua posição como abade e chefe da Fundação de Caridade e Bem-Estar Shaolin. Além disso, Liu se apropriou indevidamente de mais de 151 milhões de yuans (US$ 22,3 milhões) em fundos do templo para uso pessoal entre 2012 e 2022.
O ex-abade também aceitou 11,6 milhões de yuans (US$ 1,7 milhão) em subornos relacionados a projetos de construção e operações comerciais do templo desde 2006. Ao longo de 27 anos, ele pagou 5,7 milhões de yuans (US$ 840 mil) em subornos a funcionários públicos para obter vantagens ilícitas.
Impacto e Confissão
O tribunal destacou que os crimes de Liu envolveram valores elevados e ocorreram ao longo de um extenso período, causando sérios danos sociais. Apesar da gravidade dos delitos, a pena foi considerada relativamente branda devido à sua confissão, à revelação de crimes desconhecidos e ao demonstrado remorso.
Liu aceitou a sentença e não pretende recorrer. A investigação contra ele começou em julho de 2025, quando o templo anunciou que ele estava sendo investigado por crimes e violações dos preceitos budistas, além de relacionamentos impróprios.
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Histórico e Transformação do Templo
Nascido em 1965, Liu foi ordenado no Templo Shaolin em 1981 e se tornou o 30º abade em 1999. Sob sua liderança, o templo, que possui uma rica história associada ao kung fu, foi transformado em um destino turístico e uma empresa multimilionária. Ele promoveu turnês mundiais de monges guerreiros e abriu centros culturais em diversos países, buscando proteger a marca Shaolin.
Essa estratégia comercializou o mosteiro de 1.500 anos, transformando-o de uma instituição religiosa em um importante atrativo turístico, com receitas provenientes da venda de ingressos, licenciamento da marca e apresentações internacionais.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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