Ex-CEO do Hurb recebe prisão preventiva no Rio de Janeiro

João Rangel é preso no Ceará com documento falso e tornozeleira desativada; Justiça aponta “risco à ordem pública”.

08/01/2026 0:30

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João Ricardo Rangel Mendes foi encaminhado à Delegacia Regional ...

Prisão Preventiva do Ex-CEO da Hurb

João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026. A decisão ocorreu dois dias após sua detenção no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, onde foi encontrado portando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica desativada.

Justificativa da Prisão

O juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal do RJ, fundamentou a prisão preventiva em “evidente risco à ordem pública e à aplicação da lei penal”. A medida atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), feito na terça-feira, 6 de janeiro de 2026.

Motivos da Solicitação do MPRJ

O MPRJ solicitou a prisão preventiva devido ao descumprimento das medidas cautelares impostas anteriormente a Mendes. Ele deveria cumprir essas restrições após ser preso por furto de obras de arte e outros objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura.

Histórico de Acusações

Em maio de 2025, Mendes foi denunciado pelo MPRJ por furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. O processo está em andamento na comarca do Rio de Janeiro, onde o juiz determinou sua transferência do Ceará para a capital fluminense após a expedição do mandado de prisão.

Defesa e Contestação

A defesa de Rangel, representada pelo advogado Vicente Donnici, contestou as acusações de descumprimento das medidas cautelares. Os advogados afirmaram que o empresário não ficou mais de 30 dias fora do Rio sem comunicar à Justiça, conforme exigido.

Além disso, a defesa argumentou que Mendes viajou ao Ceará em 29 de dezembro e que não há evidências de que a tornozeleira eletrônica estivesse realmente desligada, alegando que, se isso ocorreu, não foi intencional.

Resposta do Juiz

Em resposta aos argumentos da defesa, o juiz André Felipe Veras destacou que “o relatório de monitoramento trazido pela SEAP (Secretaria de Administração Penitenciária) é assertivo quanto às reiteradas violações de monitoramento feitas pelo réu”.

Fonte por: Poder 360

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