Ex-funcionários solicitam investigação da Axia Energia pela CVM

Sindicatos denunciam irregularidades nas informações ao mercado e à Justiça trabalhista; confira no Poder360.

09/01/2026 17:40

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(Imagem de reprodução da internet).

Investigações sobre a Axia Energia

Vinte e oito sindicatos que representam ex-funcionários e trabalhadores da Axia Energia (anteriormente Eletrobras) solicitaram, na sexta-feira (9 de janeiro de 2026), que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investigue a empresa. As entidades alegam que há contradições entre as declarações feitas pela companhia ao mercado e aquelas apresentadas em processos judiciais.

Os advogados Maxmiliano Garcez e Diego Bochnie, que representam os sindicatos, afirmam que a Axia informou à CVM não haver motivos para a divulgação de fato relevante. O documento completo pode ser acessado em formato PDF.

Discrepâncias nas Declarações da Empresa

Segundo os advogados, a informação fornecida à CVM contrasta com o que a empresa declarou à Justiça do Trabalho. A Axia mencionou que a imposição de uma provisão contábil de R$ 750 milhões e a proibição de destinações sobre esse montante, além de uma multa de R$ 800 milhões, indicam gravidade e ingerência inadequadas na gestão da empresa, resultando em danos significativos.

Os representantes legais também planejam enviar uma manifestação sobre o caso à Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos.

Contexto da Situação

No final de 2025, os sindicatos protocolaram duas ações na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, buscando a participação de ex-funcionários da Axia em R$ 30 bilhões da reserva de lucros acumulados entre 2016 e 2024. O processo foi protocolado por e-mail durante o recesso do Judiciário, que começou em 20 de dezembro, quando apenas casos urgentes estão sendo analisados.

Em 2 de janeiro, a 7ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu concedeu uma liminar para que a Axia reserve R$ 750 milhões relacionados ao pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A empresa, no entanto, entrou com um pedido de reconsideração em 6 de janeiro, alegando que a decisão impõe um “risco inverso” ao imobilizar um valor elevado e que a decisão foi tomada de forma inadequada pelo plantão judiciário.

Resposta da Axia Energia

Em resposta a um questionamento da B3 sobre a determinação da Justiça, a Axia declarou, em 6 de janeiro, que não considera a decisão como fato relevante. A empresa afirmou que a questão em discussão não se caracteriza como fato relevante segundo a Resolução CVM n.º 44 e que manterá o mercado informado sobre qualquer desdobramento relevante.

O Poder360 tentou contato com a Axia Energia para obter uma manifestação sobre a petição enviada à CVM, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para comentários da empresa.

Fonte por: Poder 360

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