Ex-presidente do BRB revela que cobrou Vorcaro sobre informações de Tirreno

Paulo Henrique Costa revela à PF que percebeu irregularidades nos créditos do Master ao enfrentar “dificuldade de obter acesso” a informações.

1 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Depoimento de ex-presidente do BRB sobre Banco Master e Tirreno

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), prestou depoimento à Polícia Federal em dezembro, onde relatou ter cobrado informações de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, sobre a empresa Tirreno. Ele destacou que, ao perceber dificuldades nas áreas operacionais para acessar informações, sua responsabilidade como executivo era escalar a situação e cobrar respostas em níveis mais altos.

Reuniões e cobranças sobre contratos

Durante o depoimento, Paulo Henrique mencionou que, a partir de abril, começaram a receber contratos individuais de clientes em maior escala. Ele intensificou as cobranças ao identificar que alguns contratos eram originados por terceiros, levando à necessidade de esclarecer a situação com a Tirreno. Entre 15 e 25 de maio, ele registrou cobranças insistentes para obter a documentação necessária.

O ex-presidente do BRB informou que tomou conhecimento de que os créditos que deveriam ser originados pelo Banco Master estavam, na verdade, sendo gerados por terceiros. Ele ressaltou que, contratualmente, o Banco Master tinha a obrigação de garantir que as cartas de crédito fossem originadas por eles.

Negociações e consequências financeiras

Paulo Henrique também relatou reuniões com representantes da Tirreno, onde buscou acesso à documentação necessária. Ele explicou que havia duas opções: substituir a carteira com o Banco Master ou negociar um contrato com a Tirreno para que pudessem adquirir os contratos diretamente. No entanto, ele alertou que, se o BRB optasse por vender a totalidade dos ativos naquele momento, isso poderia causar uma quebra em cadeia de instituições financeiras, resultando em perdas significativas para o banco.

Por fim, ele concluiu que a decisão de não exercer o direito imediato de receber o dinheiro foi estratégica, visando evitar uma crise financeira que comprometeria a recuperação dos ativos necessários para o BRB.

Fonte por: CNN Brasil

Sair da versão mobile