Fachin analisa possível saída do inquérito do Banco Master no STF
Presidente da Corte defende aprovação do Código de Conduta antes das eleições de 2026. Confira no Poder360.
Fachin sugere transferência de inquérito do Banco Master
O presidente do STF, Edson Fachin, indicou na terça-feira (27.jan.2026) que o inquérito do Banco Master, atualmente sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, pode ser transferido para outra instância judicial. Em entrevista, Fachin também expressou interesse em estabelecer um Código de Conduta para o Supremo antes das eleições de 2026.
Fachin mencionou que houve discussões com outros ministros para lidar com o desgaste institucional que a Corte enfrenta devido ao inquérito.
Desgaste institucional e defesa do Supremo
As declarações de Fachin visam defender Toffoli e o papel institucional do Supremo. Ele ressaltou que não existe um “tempo ideal” para discutir a autocontenção institucional, enfatizando a importância do debate sobre o Código de Conduta.
Sobre o inquérito do Banco Master, Fachin não detalhou quando ou para qual instância o caso poderia ser transferido, caso deixe o STF. Ele afirmou que a decisão sobre a permanência do processo na Corte será tomada após a conclusão da fase básica de instrução, que inclui depoimentos e coleta de documentos.
Elaboração do Código de Conduta
A criação do Código de Conduta enfrenta resistência interna no STF. Fachin acredita que essa discussão é essencial para o aprimoramento institucional da Corte, dada sua relevância no sistema constitucional brasileiro.
As conversas sobre o Código envolvem todos os ministros e requerem diálogo e construção de consensos. Fachin citou a experiência da Alemanha, onde o Tribunal Constitucional Federal levou cerca de um ano e meio para aprovar uma medida semelhante.
- Avaliação de que o momento é politicamente inadequado.
- Argumento de que o ordenamento jurídico brasileiro já possui normas suficientes.
Em resposta, Fachin destacou que um Código de Conduta vai além da simples repetição de regras, organizando práticas e fortalecendo a previsibilidade institucional. Ele expressou o desejo de concluir a deliberação antes do processo eleitoral.
Importância da transparência no tribunal
Para Fachin, a transparência é fundamental para a legitimidade de um tribunal constitucional. Ele afirmou que a confiança pública não se baseia apenas na coerência técnica das decisões, mas também na percepção de que os integrantes do tribunal seguem altos padrões de conduta.
Fachin concluiu que o tribunal que exerce controle sobre os demais Poderes fortalece sua autoridade ao demonstrar compromisso com padrões exigentes de transparência, ressaltando que a reputação da Corte é um ativo institucional que deve ser protegido.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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