Fachin se reúne com ministros do STF para debater o caso Master

Presidente do STF discute com colegas impactos na imagem do Tribunal durante debates sobre código de ética. Confira no Poder360.

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Sessão Plenária do Supremo Tribunal Federal (ST) com a presença dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e o Procurador-Geral da República Paulo Gonet Branco. | Sérgio Lima?Pode360 - 04.mar.2026

Investigação sobre o Banco Master e a Corte Suprema

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, convocou os demais ministros para discutir as implicações das investigações envolvendo o Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro. As revelações sobre a proximidade de Vorcaro com membros da Corte geraram preocupações sobre a transparência e a ética no Judiciário.

Fachin, que se reuniu com o novo relator do inquérito, ministro André Mendonça, também conversou com Alexandre de Moraes. Este último está sob escrutínio devido a pagamentos significativos recebidos por sua esposa, Viviane Barci, do Banco Master, totalizando mais de R$ 80 milhões por serviços prestados.

Medidas de Transparência e Ética no Judiciário

Nos bastidores, Fachin defende a adoção de medidas rigorosas de transparência e ética. Ele acredita que as investigações sobre o Banco Master desencadearam uma nova onda de críticas, especialmente em um momento em que ele propõe a criação de um código de ética interno para os ministros do STF. A responsabilidade pela elaboração deste código foi delegada à ministra Cármen Lúcia, que ainda não consultou todos os colegas sobre a proposta.

A intenção é que o esboço do código seja discutido em reuniões privadas antes de ser submetido a votação em uma sessão administrativa do plenário, que será fechada ao público e à imprensa.

Compromissos Éticos e Crise de Confiança

Fachin tem enfatizado a importância de estabelecer compromissos éticos no Judiciário, tanto para os ministros do STF quanto para toda a magistratura, em sua função como presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Durante uma reunião com presidentes de tribunais, ele destacou a necessidade de enfrentar a crise de confiança pública no Judiciário e alertou que os magistrados não devem se deixar levar por interesses pessoais ou políticos.

O presidente do STF reiterou que as decisões judiciais devem ser fundamentadas e justificadas, exigindo ampla transparência e a capacidade de resistir a um exame público rigoroso. Ele também mencionou a iminente discussão sobre os “penduricalhos” na magistratura, que será julgada pelo STF em 25 de março, em um processo que pode ter repercussão geral.

Fonte por: Poder 360

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