Fachin suspende proibição de venda de bens do DF para recuperação do BRB

Suspensão da Proibição de Venda de Bens do Governo do DF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu a decisão que impedia a venda de bens móveis e imóveis do governo do Distrito Federal, permitindo a recuperação financeira do Banco de Brasília (BRB). O parecer foi divulgado na noite de sexta-feira (24).
Fachin destacou a importância do BRB no sistema financeiro do Distrito Federal, ressaltando seu papel na operacionalização de programas sociais, pagamento de servidores e concessão de crédito à economia local. Ele considerou as alegações de “grave lesão” como plausíveis, enfatizando o risco à ordem econômica devido à relevância do banco.
Risco ao Interesse Público
O presidente do STF também apontou um “risco relevante ao interesse público”, mencionando que a inviabilização das medidas de recuperação do BRB poderia comprometer a continuidade de serviços essenciais e a execução de políticas públicas sociais e econômicas.
Decisão da Justiça Federal
A decisão de Fachin atendeu a um pedido do governo do DF, que contestava a posição da Justiça do DF sobre o uso dos imóveis. A suspensão da liminar foi monocrática, mas será analisada pelo plenário do STF entre os dias 8 e 15 de maio em sessão virtual.
A proibição anterior, determinada pelo desembargador Rômulo de Araújo Mendes, atendeu a um pedido do Ministério Público e suspendeu a eficácia de dispositivos legais que permitiam ao governo local capitalizar o BRB por meio de nove imóveis públicos, incluindo a venda de terrenos e a estruturação de um fundo imobiliário.
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Contexto da Aquisição do Banco Master
O BRB, banco público controlado pelo governo do Distrito Federal, se envolveu no caso do Banco Master ao ser o principal interessado na aquisição da instituição, que está sob investigação da Polícia Federal. A proposta de compra visava evitar a quebra do banco, mas foi barrada pelo Banco Central em setembro de 2025 devido à falta de viabilidade econômica e ao risco de transferir prejuízos ao BRB.
A Polícia Federal também investiga se o BRB adquiriu carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, focando em possíveis falhas nos mecanismos internos de análise e governança.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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